Beltrame admite uso excessivo de força policial em manifestação de professores

Confronto entre grevistas e policiais ocorreu na terça-feira, 1, no entorno da Câmara do Rio

Weelington Bahnemann, O Estado de S. Paulo

05 Outubro 2013 | 16h07

RIO - Em evento na manhã deste sábado, 5, o secretário de Segurança do Estado do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame, admitiu o uso excessivo da força policial na repressão da manifestação dos professores no último dia 1º, quando foi votado o plano de cargos e salários do ensino municipal na Câmara dos Vereadores.

"Na minha opinião, em alguns casos, principalmente os que estão revelados publicamente, houve excessos", afirmou Beltrame.

Embora os policiais militares tenham cometidos excessos, Beltrame ponderou que alguns manifestantes também foram intransigentes. "Nós temos 15 pessoas que precisaram de atendimento médico, nove delas são policiais. Houve, sim, preliminarmente, excesso dos policiais, mas o excesso veio também, por vezes, dos dois lados", disse o secretário, durante ação social na comunidade do Jacaré, zona norte do Rio.

Na manifestação de terça-feira, 1, o comportamento da PM foi bastante criticado. As imagens flagraram policiais alegando injustamente que um jovem carregava um morteiro e captaram um policial em cima do prédio da Câmara Municipal jogando pedras contra os manifestantes. Além disso, a foto de um policial, postada no Facebook, com um cassetete quebrado e a legenda "foi mal, fessor" gerou também bastante polêmica e críticas.

"Os três casos estão sendo analisados. Não estamos em uma ditadura. Não se pode, através de uma fotografia, expulsar um policial. A imagem é importante, ela fala por si, mas não se pode sumariamente demitir ou fazer uma punição a um policial. Não quero, absolutamente, defender policiais, até porque já expulsamos mais de mil e quinhentos", afirmou Beltrame.

Na próxima segunda-feira, 7, um novo protesto dos professores no centro da cidade está sendo marcado pelas redes sociais, e Beltrame assegurou que a polícia irá atuar para garantir o direito de manifestação. O secretário, porém, evitou comentar se bombas de gás lacrimogêneo e bala e borracha serão utilizadas pela PM.

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