Benedita vai anunciar novos cortes de gastos

O governo do Rio de Janeiro anuncia, na próxima semana, novos cortes de gastos e despesas. Esta é mais uma medida de austeridade que a administração Benedita da Silva (PT) tomará para fazer face ao rombo de R$ 1,222 bilhão que o ex-governador Anthony Garotinho (PSB) deixou em dívidas atrasadas este ano, até o último dia 13, segundo levantamento feito pelas secretarias estaduais.?Fizemos o levantamento para entender a natureza dessas dívidas. Não é possível quitar tudo de uma só vez, mas essas dívidas terão que ser pagas, nem que seja por decisão judicial?, disse o secretário de Controle, Renê Garcia.Esse número final desconsidera os R$ 851,9 milhões em precatórios estaduais e outros R$ 156,721 milhões em decisões judiciais e trabalhistas, que estão provisionados no balanço do Estado e serão pagos à medida em que haja recursos em caixa. O secretário advertiu, porém, que algumas dívidas são remanescentes de outros governos, como a do Metrô, de 98. Renê Garcia explicou que o levantamento foi feito em 72 horas pela extrema necessidade de se fazer uma programação para o fluxo de caixa do Estado. ?Isso nunca foi feito?, afirmou.Em entrevista concedida no início da noite desta sexta, o secretário ressaltou que, apesar dos cortes - logo que assumiu a nova administração determinou um contigenciamento de 30% nas despesas ? os investimentos do emissário submarino da Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro, as obras de extensão do Metrô, em Copacabana, e os projetos na Baixada Fluminense, serão mantidos, por serem considerados prioritários. Assim como outros investimentos na área social.Quanto ao pagamento do funcionalismo e a antecipação do 13º salário, em julho, o secretário destacou que a governadora Benedita da Silva já empenhou sua palavra de que todos os esforços serão mantidos para que haja preservação dos rendimentos dos servidores. ?Mas estamos num campo minado. Temos que desativar as minas?, assinalou.Renê Garcia frisou em vários momentos da entrevista que a situação financeira do Estado é crítica, e aponta para um déficit orçamentário e financeiro de R$ 1,360 bilhão. Sem o contigenciamento de 30% esse déficit chegava a R$ 1,8 bilhão. ?Gostaria até de fazer um apelo de que a situação do Estado precisa de mais atenção?, disse.

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