Beraldo comandará transição de Alckmin

Coordenador da campanha ficará encarregado de costurar as diretrizes da atual gestão às propostas do governador eleito

Roberto Almeida / SÃO PAULO Evandro Fadel / CURITIBA, O Estado de S.Paulo

14 Outubro 2010 | 00h00

O coordenador da campanha do governador eleito Geraldo Alckmin, deputado estadual Sidney Beraldo (PSDB), deve comandar a transição no Palácio dos Bandeirantes. Ele ficará encarregado de costurar as diretrizes da atual gestão às propostas de Alckmin para o Estado.

Ex-secretário de Gestão no governo José Serra, Beraldo tem pela frente missão considerada tranquila, livre de grandes percalços. O programa de governo alckmista, coordenado pelo deputado José Aníbal (PSDB), foi construído com base em informações do governo de São Paulo.

O gabinete de transição ao qual o governador eleito tem direito, no entanto, ainda não foi constituído em favor da campanha de Serra para o segundo turno. A equipe da campanha, incluindo Beraldo, trabalha em agenda de viagens pelo presidenciável tucano.

Até o fim da semana, Beraldo terá pela frente intenso roteiro pelo interior paulista, em que agradecerá os votos dados a Alckmin e pedirá apoio a Serra. Enquanto isso, conversas sobre a composição do novo secretariado continuam "congeladas".

Paraná. O governador do Paraná, Orlando Pessuti (PMDB), e o governador eleito, Beto Richa (PSDB), decidiram ontem, em reunião no Palácio das Araucárias, sede provisória do governo estadual, que os projetos que possam comprometer a receita do Estado a partir do próximo ano serão discutidos entre ambos e entre os integrantes da comissão de transição.

"Nós sempre tivemos uma boa relação de trabalho e poderemos levar a transição com tranquilidade", afirmou Pessuti. Segundo ele, o Estado será entregue "devidamente arrumado e ajustado do ponto de vista administrativo e financeiro".

Apesar da amizade ressaltada por ambos, o apoio político no segundo turno das eleições nacionais é diverso. Enquanto Richa promete dedicar-se de "corpo e alma" para a eleição de Serra, Pessuti aproveita todos os horários fora do expediente para ajudar a campanha de Dilma Rousseff (PT). Até por esse motivo, decidiram que a comissão de transição terá a primeira reunião somente no dia 3 de novembro. "Não quero que possamos ter qualquer tipo de consideração sendo feita em função de uma disputa eleitoral", justificou Pessuti.

Entre os assuntos que serão discutidos pelo atual e pelo futuro governador estão o índice de reajuste do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA), o plano de custeio da Paraná Previdência e as propostas de emendas constitucionais que tratam do reajuste salarial para algumas categorias, como a dos professores e dos policiais. "São assuntos que têm impacto na questão financeira e orçamentária do Estado", disse Pessuti.

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.