Bernardo prevê ênfase ao crescimento em novo governo Lula

O eventual segundo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva deverá preservar o equilíbrio fiscal e avançar ainda mais nos programas sociais, mas dará ênfase ao crescimento da economia, previu neste domingo o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo. "Agiremos com mais firmeza na busca do crescimento econômico, pois agora temos condições de também atuar nesta frente", acrescentou.Segundo o ministro, uma das exigências para alavancar a economia será a redução da carga tributária, e isto somente será possível por meio de uma "ampla reforma tributária" a ser negociada com o Congresso. Essa redução, observou, deverá ser seguida também pelos Estados, que de antemão terão de retirar a pressão sobre o Congresso, que há três anos tenta, sem sucesso, unificar o Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), que possui mais de 20 legislações e 40 alíquotas. O Estado que mais se opõe a uma alíquota única do ICMS, acusou o ministro, é São Paulo.Ao votar num colégio do centro de Londrina, Bernardo comentou que a vantagem do presidente Lula sobre Geraldo Alckmin (PSDB), apontada por todas as pesquisas, indica que "acabou a época dos formadores de opinião". Segundo ele, "a sensação de bem-estar" promovida pela política econômica, "que estabilizou os preços e elevou os salários", e pelos programas sociais do governo federal levou "o cidadão a votar com sua própria cabeça". Antes, de acordo com ele, os formadores de opinião - imprensa, intelectuais e patrões - "impunham sua vontade sobre os eleitores", mas agora "está mais fácil uma empregada doméstica fazer a cabeça da patroa do que o contrário".Apesar do favoritismo do presidente sobre seu adversário, o ministro disse que era necessário aguardar "com cautela" o resultado das urnas.

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