Bernardo vê espaço para dobrar investimento público

Ministro afirma que isso será possível até o fim do governo de Dilma Rousseff[br]se as despesas correntes crescerem metade do PIB

Fabio Graner / BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

11 Novembro 2010 | 00h00

O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, disse em entrevista ao Estado que um crescimento das despesas correntes do governo de metade do Produto Interno Bruto (PIB) seria suficiente para abrir espaço para os investimentos públicos dobrarem até o fim do governo Dilma Rousseff.

"A presidente Dilma disse que pretende fazer um esforço para aumentar a parcela dos investimentos. Eu defendi que se as despesas correntes crescerem, vamos supor, meio PIB, podemos dobrar os investimentos em quatro anos", afirmou. "A conta foi feita com crescimento das despesas correntes em metade do PIB."

Um meio para conter o ritmo das despesas é a moderação dos reajustes salariais dos funcionários públicos. O ministro defendeu a proposta que limita o crescimento do gasto com pessoal em inflação mais 2,5%. Segundo Bernardo, o Executivo até tem condições de fazer um controle dessa despesa sem uma lei para isso. Como não pode interferir nos outros Poderes, o projeto ajudaria a dar maior parcimônia na definição dos salários do Judiciário e do Legislativo. Vale lembrar que o governo está no meio de uma discussão com o Judiciário, que quer elevar em 56% os vencimentos de seus funcionários.

"Não vamos congelar salários", disse Bernardo, explicando que o governo quer preservar o poder de compra do funcionalismo. "Precisamos ter critérios que deem até alguma margem para podermos atender reivindicação que considerarmos justa."

Outra preocupação do governo é com o déficit da Previdência. Para o ministro, não é possível dar aumento real para os benefícios acima de um salário mínimo. Sobre a reforma da Previdência, Bernardo considera que, em algum momento, isso deverá feito e que "antecipar isso para um bom momento político" pode ser uma boa ideia.

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