Berrini perderá mais vagas de estacionamento

Secretaria planeja evitar a migração para as ruas residenciais, onde ainda é possível parar

Renato Machado e Naiana Oscar, O Estadao de S.Paulo

17 Julho 2009 | 00h00

O corte de vagas de estacionamento na região da Avenida Luís Carlos Berrini, no Itaim-Bibi, deve ficar ainda mais rigoroso nas próximas semanas. A Secretaria Municipal de Transportes quer evitar a migração de carros para ruas residenciais, onde ainda é possível estacionar. "As vagas de Zona Azul dão a rotatividade necessária. Então não é para haver migração", afirmou ontem o secretário Moraes. Segundo ele, técnicos da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) já estão na região mapeando as próximas ruas que terão vagas extintas. Desde segunda-feira, 45 vias do bairro estão com 3,4 mil vagas a menos. Para compensar a perda, a secretaria criou 740 vagas de Zona Azul. Os estacionamentos localizados perto da Berrini chegam a cobrar mensalidades de R$ 350. Na semana passada, a reportagem foi a cinco estabelecimentos e constatou que em três deles a fila de espera já ultrapassava as 50 pessoas. Mesmo "sem fazer a menor ideia" de quantos estacionamentos particulares existem na área de restrição, Moraes garantiu ontem que haverá uma "acomodação". "Tiramos cerca de 700 vagas dos Jardins no ano passado e não se ouve mais ninguém reclamar." A intenção da Prefeitura de parar com a migração de carros para ruas residenciais não agradou aos moradores. Alguns deles já estão tendo dificuldades em vias onde foi implementada Zona Azul e reivindicam a liberação do estacionamento. "Aqui a maioria tem dois carros e também precisamos parar na rua", afirmou a secretária da Associação Amigos do Brooklin Novo, Cibele Sampaio. "Se ele (Moraes) quiser evitar a migração, vai ter de fazer isso no bairro todo, pois todas as ruas estão tomadas", afirmou. A secretaria afirma que um estudo nos três primeiros dias da medida constatou uma melhora de 13% na fluidez da Avenida Engenheiro Luís Carlos Berrini. O levantamento, diz Moraes, mostrou também um aumento de 40% na velocidade dos ônibus urbanos municipais que circulam pelas imediações. "Com a restrição dos fretados, a velocidade vai mais que dobrar", afirmou.

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