Betinho ganha anistia, 13 anos após sua morte

Ontem, treze anos depois de sua morte, o sociólogo Herbert de Souza, o Betinho, foi declarado anistiado político. Além disso, a Comissão de Anistia do Ministério da Justiça acatou o pedido de revisão de pensão pago à sua viúva, Maria Nakano. O benefício passará dos atuais R$ 3.262,39 para R$ 5.557 mensais. Ela receberá mais R$ 207.738,69, referente ao pagamento de atrasados retroativamente a setembro de 2003.

Eugênia Lopes / BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

19 de agosto de 2010 | 00h00

Segundo o presidente da Comissão de Anistia, Paulo Abraão, o valor ainda pode ser aumentado. Isso porque os advogados apresentaram documento alegando que o primeiro pedido de anistia de Betinho foi feito em 1983. O Ministério tem o 60 dias para decidir se acata o pedido.

Maria Nakano também vai ganhar R$ 1.205,12 mensais, salário que teria se tivesse assumido, em 1970, o cargo de professora primária do Estado de São Paulo. Nakano vai receber outros R$ 109.103,53, referente a atrasados. A Comissão de Anistia julgou ontem nove processos de perseguidos políticos. Há uma semana, o Tribunal de Contas da União (TCU) decidiu revisar indenizações de anistiados pagas em parcela única acima de R$ 100 mil.

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