Beto Carreiro vai depor sobre morte de animais

O empresário Beto Carreiro deve ser chamado para depor na Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente, que investiga a morte e a venda ilegal de animais pertencentes ao Bwana Park, interditado na quarta-feira. Em depoimento ao delegado Arthur Cabral, na quinta-feira, o atual gerente executivo do parque, o francês Daniel Antoine Marmy, confirmou a denúncia de que dois chimpanzés foram vendidos ao circo de Beto Carreiro por US$ 25 mil, cada. Os chimpanzés teriam chips com informações sobre sua origem, o que permite a identificação.De acordo com o policial, a venda teria sido feita há cerca de dois anos e meio pelo antigo dono do Bwana, o suíço Werner Erwin Meier, morto em abril deste ano. O veterinário André Maia disse nesta sexta-feira à polícia que foram vendidos dois chipanzés adultos, três filhotes e dois tigres siberianos, por R$ 30 mil cada. Marmy, que pode ser indiciado, informou ainda que a Fundação Rio Zôo, órgão municipal, comprou dois cangurus e um tigre siberiano.A assessoria da fundação afirmou que, na verdade, recebeu dois cangurus de Beto Carreiro em troca de um orangotango e comprou um lince europeu, em 1997. As operações, segundo a Rio Zôo, foram fiscalizadas pelo Ibama. A permuta de animais excedentes seria algo comum entre zoológicos. A fundação está interessada em ficar com os animais do Bwana Park, caso os novos proprietários não possam mantê-los.Policiais da DPMA passaram todo o dia tentando localizar a proprietária do Bwana Park, Eliete Vieira da Silva, sem sucesso até o início da noite. Cabral teve informações de que ela poderia ter ido para Minas Gerais. Um agente disse que, caso não se apresente até segunda-feira, a polícia pedirá a prisão temporária da ex-mulher de Meier. O grupo representado pelo naturista Eduardo Leal, que instalaria um clube de nudismo no local, também deve ser indiciado.O gerente executivo da Ibama, Carlos Henrique Mendes, negou que o órgão tivesse conhecimento da situação do Bwana. Por isso, argumentou, o processo sobre o parque corria normalmente em Brasília. "Houve a decisão de recomendar o cancelamento definitivo do registro. Mas a situação era muito mais grave do que qualquer agente do Ibama pudesse supor", disse. Apenas na segunda-feira, ele estará com os documentos.

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