BH tem 22 presos e 5 menores apreendidos após derrota da seleção

No total, desde o início da Copa, 164 pessoas foram presas e 9 menores, retidos - 61 são estrangeiros

Marcelo Portela, O Estado de S. Paulo

09 de julho de 2014 | 21h15

BELO HORIZONTE - Um total de 22 pessoas foram presas e 5 menores, apreendidos em Belo Horizonte na noite desta terça-feira, 8, por ocorrências ligadas à histórica derrota da seleção brasileira por 7 a 1 para a Alemanha ocorrida no Estádio Mineirão, na região da Pampulha, na capital mineira. Segundo a Polícia Civil, sete suspeitos foram presos em flagrante por tentarem entre na arena com credenciais falsas. No total, de acordo com a Polícia Militar, 164 pessoas foram presas e 9 menores, apreendidos na cidade desde o início do Mundial em ocorrências relacionadas à Copa, sendo que 61 presos são estrangeiros.

Um deles é o colombiano Yormedy Arias Cardona, de 29 anos, que alegou morar em São Paulo e foi flagrado tentando entrar no Mineirão usando uma credencial falsa da Fifa em nome de uma emissora de TV. Acusações semelhantes pesam contra o brasiliense Rodrigo Marques da Silva, de 20, além de Breno Koch Motti, de 39, João Paulo da Silva, de 34, Samuel Dias Marquezini, de 31, Milene Cristina Motti, de 35, e Paulo Vinícius Pereira Costa, de 34, todos da região metropolitana da capital e presos tentando assistir à partida usando "credenciais de terceiros", de acordo com a polícia.

Os tumultos causados pela ira com o placar da seleção brasileira também levaram a PM a prender dois adultos e um menor na região da Savassi, onde milhares de torcedores se reuniram a cada jogo da Copa.

Mais três acusados de agressões foram presos no próprio estádio e outro na Fan Fest oficial durante a partida. Outras ocorrências registradas pelas Polícias Civil e Militar mineiras foram relacionadas a vendas ilegais de ingressos para os jogos do Mundial, além de flagrantes com armas, drogas e documentos falsos e até ato obsceno.

Já a Secretaria de Estado da Saúde (SES) de Minas informou que 117 pessoas foram atendidas em unidades montadas no Mineirão e no entorno do estádio durante a partida. Entre elas está um alemão que afirmou ter levado um soco no ouvido ao comemorar, dentro do estádio, um dos gols de sua seleção. Ele já foi liberado.

'Nem umazinha'. Além das confusões e crimes registrados durante e após o jogo, o céu nublado sobre parte da cidade parecia refletir o clima no semblante de alguns torcedores, ainda com a derrota brasileira entalada na garganta. Mesmo vendendo bandeiras com hastes para janelas de veículos por R$ 5, um quinto dos R$ 25 que chegou a cobrar pelo mesmo item horas antes do jogo de ontem, a ambulante Cristina Silva Magalhães não havia conseguido vender "nem umazinha" no fim da manhã desta quarta.

Mas não foram todos que, como um grupo de torcedores na Savassi, área de maior aglomeração de pessoas nos jogos da Copa do Mundo, que, ainda durante a partida contra a Alemanha, queimou a bandeira nacional. "Eu sou patriota", disse ontem o comerciante Thiago Mascarenhas, justificando as bandeirolas do Brasil ainda espalhadas por seu restaurante, na região centro-sul da capital. "Mas acho que a seleção vai levar outra, independentemente de quem for", previu, referindo-se à disputa pelo terceiro lugar da competição, antes mesmo da definição pela Holanda, derrotada nesta quarta nos pênaltis pela Argentina.

Mais conteúdo sobre:
Copa

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.