Bienal: à espera do novo presidente e do balanço final

A Fundação Bienal de São Paulo passa por momento de mudança. Na próxima semana, será apresentado à instituição o balanço final de suas contas de 2008, assim como possivelmente será feita a reunião do conselho para a eleição do novo presidente. Chapa única, liderada por Andrea Matarazzo, secretário de Coordenação das Subprefeituras, está sendo formada, como diz o presidente do Conselho de Administração, Miguel Alves Pereira. Ontem, Matarazzo não comentou o assunto."Há três semanas ele (Matarazzo) está estudando a situação da fundação e montando a sua chapa. Assim que for concluída, tenho oito dias úteis para convocar o conselho para a eleição. Está tudo atrasado, é algo para ontem. A nova diretoria tem de ser eleita com ou sem as contas aprovadas", diz Pereira.Em momento de crise econômica, o caráter de urgência leva em conta a captação de recursos para a próxima Bienal.Uma mudança, estrutural e no longo prazo, já realizada, foi a aprovação da reforma do estatuto, feita pelos conselheiros Julio Landmann, Carlos Francisco Bandeira Lins, Beno Suchodolski e Roberto Muylaert. Reduziram-se os conselheiros de 60 para 45; foi extinta a reeleição automática, o que permite novos membros por votação; e o "estatuto da procuração".De acordo com Pereira, o balanço de 2008, da gestão de Manoel Pires da Costa (pelo estatuto, encerrada em 6 de fevereiro), seria entregue em 14 de março ao Conselho Fiscal. Uma minuta foi apresentada em 8 de abril. A Deloitte Touche Tohmatsu analisa ainda a prévia do balanço, mas não foi definido, por enquanto, o valor exato. "Não chegamos a um consenso de número (em relação ao déficit)", diz Julio Landmann, membro do Conselho Fiscal, que não sabia precisar se seria algo "entre R$ 1 milhão e R$ 5 milhões".Pires da Costa, em exercício até a definição do novo presidente, afirma que há uma série de contingências e valores a serem recebidos que seriam ainda incluídos para se chegar a um balanço final. Ele contesta a existência de dívida milionária. Desde outubro, Landmann já convidou seis pessoas para se candidatar a presidente da Bienal. Há um mês, procurou Matarazzo. "Acertamos uma série de pontos", afirma. Entre eles, a sugestão de Landmann de promover próxima Bienal em 2011 e não em 2010 - a 28ª Bienal ocorreu no ano passado. Landmann é a favor, por questão de "bom senso" e por causa do curto espaço de tempo para preparação do evento, de realizar a Bienal a cada três ou quatro anos. "Se for o caso, troca-se o nome ?Bienal?", afirma. "Por que não se fazer, por exemplo, uma fusão com a Bienal do Mercosul e promover a cada dois anos uma edição no Sul e outra em São Paulo?", diz.

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