Bilhete único tem novas regras

Para evitar fraude, Prefeitura proíbe recarga no ônibus

Naiana Oscar, O Estadao de S.Paulo

01 de fevereiro de 2008 | 00h00

A Prefeitura de São Paulo vai proibir, a partir de março, que o bilhete único seja carregado na catraca pelo próprio cobrador do ônibus, como acontece atualmente. A medida tem com objetivo combater fraudes por parte dos passageiros - que, segundo o secretário municipal de Transportes, Alexandre de Moraes, geram um rombo de R$ 30 milhões a R$ 50 milhões no caixa do município. Atualmente, o passageiro que estiver com o cartão descarregado pode pagar os R$ 2,30 e validar o bilhete para garantir o direito de fazer mais três viagens, sem custo, no prazo de duas horas. Esse processo, no entanto, dá margem à chamada fraude da "janelinha". Dois passageiros dividem o mesmo cartão descarregado. Um deles paga a tarifa na catraca e depois entrega o bilhete, pela janela, para quem está do lado de fora do ônibus. Assim, é possível fazer mais três viagens de graça. "Quatro pessoas conseguem usar o transporte coletivo por apenas R$ 2,30", disse o secretário. "E já identificamos muitos cobradores que participam da fraude." AUMENTOPara fazer as quatro integrações em duas horas, o passageiro terá de carregar o cartão antes de embarcar no ônibus. Dúvidas sobre a mudança podem ser esclarecidas pelo telefone 0800-771-0118. A alteração, segundo o secretário Alexandre de Moraes, é um dos fatores que garantirá a manutenção da tarifa em 2008. Na última quarta-feira, o governo estadual anunciou que a tarifa do bilhete unitário de Metrô e CPTM vai subir dos atuais R$ 2,30 para R$ 2,40, a partir do dia 9 de fevereiro, um sábado. E quem faz viagem ônibus-Metrô ou ônibus-trem, usando o cartão do bilhete único, também vai pagar mais, a partir da mesma data: em vez dos R$ 3,50 de hoje, o passageiro vai desembolsar R$ 3,65 pela tarifa integrada. "Mas, da parte da Prefeitura, não haverá aumento, isso não está na pauta", garantiu o secretário. "Vamos voltar ao que era até 2006: o Metrô sempre foi R$ 0,10 mais caro que o ônibus."Além da medida "antifraude", a Prefeitura espera economizar R$ 15 milhões, com a substituição dos 700 fiscais terceirizados da SPTrans por funcionários concursados. O processo já está em curso.

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