Uarlen Valério/O Tempo
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Bimotor cai em casa de Belo Horizonte, 3 minutos após decolagem, e mata 3

Uma moradora da residência atingida acabou ferida, segundo os bombeiros; Documentação do King Air estava em dia, conforme Anac

Leonardo Augusto, especial para O Estado, BELO HORIZONTE

07 de junho de 2015 | 21h42

Três pessoas morreram ontem na queda de um avião bimotor sobre uma casa em Belo Horizonte. O avião havia saído momentos antes do Aeroporto da Pampulha. Esse foi um dos acidentes mais graves da história do terminal, inaugurado em 1933. Todas as vítimas estavam na aeronave.

O acidente aconteceu às 15h20, segundo a Força Aérea Brasileira (FAB), na Rua São Sebastião, no bairro Minaslândia, zona norte da capital mineira. Uma pessoa ficou ferida em terra, de acordo com o Corpo de Bombeiros. O avião – um modelo King Air, prefixo PR-AVG – havia decolado do aeroporto, que fica na mesma região, três minutos antes.

Até o começo da noite, os bombeiros haviam confirmado o nome de duas vítimas. O piloto Emerson Thomazini, de 43 anos, e Gustavo de Toledo Guimarães, sobre quem não tinham mais informações. De acordo com a FAB, a aeronave tinha como destino uma fazenda em Setubinha, no Vale do Jequitinhonha, a 526 quilômetros de Belo Horizonte.

A aeronave caiu perto de uma estação do metrô. A pessoa ferida seria uma moradora da casa atingida, segundo os bombeiros. O avião e parte da residência pegaram fogo após o impacto. Equipes da Defesa Civil de Belo Horizonte e da Infraero inspecionaram a área do acidente. 

Susto. Vizinhos relataram um grande barulho antes de um estrondo ainda mais intenso, no momento da queda. Depois, só viram fumaça negra.

O operador da aeronave é a empresa Atlântica Importação e Exportação, do Grupo Montesanto Tavares, com forte atuação no setor de café. Entre as empresas que pertencem ao grupo estão a Cafebras, de cafés especiais, e a Atlântica Agropecuária, de cultivo de eucalipto, criação de gado e plantio irrigado de café. O grupo já foi proprietário das marcas Café Três Corações e Sucos Mais, entre outras. 

A fazenda para onde o avião se dirigia também pertence à Montesanto Tavares. A investigação do acidente ficará a cargo do Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa) 3 – braço da FAB – que enviou uma equipe ontem do Rio para Belo Horizonte. A documentação da aeronave estava em dia, segundo consta na Agência Nacional de Avião Civil (Anac).

O último acidente que aconteceu no Aeroporto da Pampulha foi registrado em 27 de novembro de 2012. O pneu de um jatinho executivo estourou no momento da decolagem. Apenas o piloto e o copiloto estavam na aeronave. O procedimento foi abortado e ninguém se feriu. 

Perfil alterado. Hoje, a maior parte dos voos do aeroporto da capital é particular e regional. O principal terminal de Minas Gerais é Confins, que fica a cerca de 40 quilômetros da capital. Para lá foram transferidas as operações de Pampulha, partir de 2005.

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