Biroska pode ter ordenado ataques, suspeita governo

A Secretaria de Administração Penitenciária (SAP) fez nesta quinta-feira uma operação pente-fino num dos raios na Penitenciária 2 de Presidente Venceslau para tentar apreender o celular de onde teria partido a ordem para os últimos ataques. A ordem teria sido dada por Edílson Borges Nogueira, 33 anos, o Biroska, tido pela SAP como o principal suspeito de ordenar as ações. Agentes de segurança passaram cerca de três horas revistando as 46 celas do raio 1, onde Biroska está preso, mas não encontraram nenhum celular."Ele pode ter escondido ou repassado o aparelho para outro companheiro", disse na quarta-feira um agente que participou da revista. A última revista feita na P-2 de Venceslau foi em 6 de julho, quando os PMs encontraram 25 estiletes e uma chave falsa de algemas, que seria usadas numa tentativa de fuga e de rebelião. A SAP vai levantar agora se a mensagem pode ter sido passada por telefone por alguma visita.A suspeita da SAP sobre Biroska está embasada numa interceptação feita pela Polícia Civil dando conta de que teria saído da P-2 de Venceslau a ordem dos ataques. Para a Civil, os suspeitos são Biroska e Orlando Mota Junior, o Macarrão. A SAP também embasa suas suspeitas sobre Biroska no fato de ele ser o único membro da facção com estrutura suficiente para bancar os ataques. Além disso, a prisão de Emivaldo Silva Santos e o fato de a maioria dos ataques terem ocorrido em áreas de sua atuação, reforçam a suspeita de que Biroska foi o mandante.BlitzA tropa de choque da PM foi obrigada a invadir nesta quinta-feira a Penitenciária de Flórida Paulista, onde os detentos ameaçavam se rebelar. Depois de duas horas, os detentos se acalmaram. Depois da blitz, os PMs encontraram um celular e estiletes.Na Penitenciária 1 de Mirandópolis, a PM encontrou um túnel e 12 celulares em poder dos detentos. Na P-1 de Mirandópolis estão detidos 1.131 homens num espaço onde caberiam 380.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.