Bispo afirma que é legítimo distribuir texto

O bispo de Lorena, d. Benedito Beni dos Santos, defendeu a distribuição do folheto apreendido pela Polícia Federal na gráfica do Cambuci. Em declaração gravada e distribuída a um grupo de assessores, ele afirma que o material reflete a opinião da Igreja. "O documento é legítimo e não se enquadra nos casos que a CNBB tem falado de textos não autorizados. Não é falso, contém fatos e é a expressão legítima da cidadania democrática", diz o religioso.

, O Estado de S.Paulo

18 Outubro 2010 | 00h00

D. Beni é um dos signatários do texto impresso no folheto e ocupa a vice-presidência da Regional Sul 1, subdivisão da CNBB cujo presidente é d. Nelson Westrupp. bispo de Santo André. Segundo d. Nelson, a impressão dos panfletos apreendidos pela PF não foi autorizada pela Regional Sul 1.

Na gravação entregue a assessores, d. Beni afirma que vai continuar a distribuir o documento "Apelo a todos os brasileiros e brasileiras" na paróquia do Lorena. Até agora já foram entregues cerca de 10 mil cópias do documento em 31 paróquias da cidade. "Nós, bispos, discutimos o assunto e fizemos uma lista de dez mandamentos para votar bem. O terceiro diz respeito ao aborto e recomenda o voto aos candidatos que respeitam a vida humana", afirma .

Até o fim. "Não se trata de interesse partidário ou ideológico, mas de defesa da vida", argumenta o bispo. "Sua divulgação (do folheto) é legítima e as pessoas que o estão divulgando fazem o que nós, bispos, lhes pedimos." De acordo com ele, o texto continuará a ser distribuído nas missas e paróquias até o fim do segundo turno das eleições: "O material deve ser amplamente divulgado em todas as paróquias."

O bispo ressalta que o texto reproduzido no folheto relata atitudes do PT em relação ao aborto com base em documentos do próprio partido. "São fatos amplamente documentados. O PT apoiou amplamente o Plano Nacional de Direitos Humanos, que prevê a descriminalização do aborto."

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