EFE/Fabio Campana
EFE/Fabio Campana

Bispos do Sínodo da Família criticam 'ideologia de gênero'

Segundo grupo de católicos, há riscos de incidência negativa sobre programas educativos de muitos países

O Estado de S. Paulo

09 Outubro 2015 | 20h22

SÃO PAULO - Os bispos católicos que participam do Sínodo da Família criticaram a imposição em alguns países da chamada ideologia de gênero e de "leis antifamília". A Santa Sé divulgou nesta sexta-feira, 9, os resumos dos Círculos Menores - grupos linguísticos em que são divididos os 270 sacerdotes integrantes da reunião. 

Durante esta semana, eles discutiram o documento de trabalho do Sínodo (Instrumentum Laboris). Os grupos de idioma italiano destacaram "os riscos da ideologia de gênero" e sua "incidência negativa sobre os programas educativos de muitos países." 

No resumo, também incluíram a "exigência" de reiteriar que "o único modelo de família corresponde à doutrina da Igreja e está fundado no matrimônio homem e mulher." Os bispos e cardeais que integraram esses grupos manifestaram a necessidade de expressar o ideal de castidade e de valor do amor voluntário. 

Já os religiosos franceses mencionaram a "teologia de gênero" para sublinhar seu caráter ideológico, que "às vezes é imposto por certas organizações internacionais. O grupo também advertiu que a clonagem humana, as mães de aluguel e a manipulação genética de células-tronco criam o "risco de criar um mundo sobre o qual nem nós mesmos podemos dizer que seja humano."

O grupo de língua espanhola incentivou os católicos a "serem servidores da família e a "converter las leis antifamília em leis mortas". Esses padres foram mais incisivos ao defender a "renovação da Igreja" e concluíram que têm falhado na formação cristã e na educação para a fé. 

Nas próximas duas semanas, os participantes do Sínodo debatem outros temas. Serão feitas outros dois resumos que servirão de base para redigir o documento final, votado no dia 24. /COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS

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