Blairo consegue R$ 1 bi para agronegócio e declara apoio a Lula

Após transmitir ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva seu apoio à candidatura à reeleição, o governador eleito de Mato Grosso, Blairo Maggi (PPS), informou que conseguiu da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, a garantia de "medidas para o agronegócio" que totalizam R$ 1 bilhão para seu Estado e R$ 3 bilhões para o setor em todo o País. Foi perguntado a Maggi se havia condicionado a declaração de apoio à liberação de verbas, e ele respondeu: "Isso é normal, numa pauta de reivindicações, quando você faz apoiamento. Isso faz parte da política. Eu vim aqui conversar com o presidente para saber se tudo aquilo que combinamos e não havia sido realizado ainda estava na pauta dele."O coordenador da campanha de reeleição, Marco Aurélio Garcia, negou que o presidente tenha comprado o apoio do governador de Mato Grosso. A uma pergunta se Lula "cooptou" Maggi, Garcia reagiu: "Por que ´cooptou´? Está sendo feita alguma liberação ilegal? Temos que parar de rebaixar a política brasileira e de desrespeitar os governadores."Blairo Maggi fez as declarações ao sair do Palácio da Alvorada, depois de audiência com Lula.O governador disse esperar que as medidas sejam anunciadas pelo governo antes da decisão do segundo turno, mas informou que esse ponto não foi decidido na conversa com o presidente da República.Sobre as obras para escoamento da produção em Mato Grosso que teriam sido prometidas por Lula, Blairo Maggi disse que, "obviamente, todos que conversam com um candidato, municípios e Estados, buscam infra-estrutura." O governador comentou que a ajuda não é específica para Mato Grosso, e sim para o agronegócio brasileiro. Maggi acrescentou que conversou com o presidente sobre mecanismos para facilitar a liberação de recursos que já teriam sido autorizados há oito ou nove meses. O governador de Mato Grosso informou que enviará duas cartas à direção do PPS, seu partido, adversário de Lula. Numa das cartas, disse, pedirá licença do partido para apoiar o presidente, e na outra, pedirá seu desligamento da legenda. Maggi acrescentou que caberá ao PPS decidir qual das duas cartas aceitará.

Agencia Estado,

11 de outubro de 2006 | 20h36

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