Blocos carnavalescos ganham as ruas do Rio neste sábado

O carnaval de rua do Rio começa neste sábado, a duas semanas do início oficial da festa. Até o dia 5 de março (o domingo após a Quarta-Feira de Cinzas) cerca de 50 blocos passarão pelas ruas da cidade, na zona sul, zona norte e zona oeste. Os primeiros são o Imprensa que eu gamo, que sairá em Laranjeiras, às 16 horas, o Espanta Neném, na Lagoa Rodrigo de Freitas, no mesmo horário, e o Nem muda nem sai de cima, na Tijuca, às 17 horas. Domingo desfilam o Cordão Literário Carnavalesco Armazém do Manuel, na Lapa, às 15 horas, e o Segura para não cair, em Vila Isabel, às 16 horas. Os blocos continuam no fim de semana seguinte e não param mais. Depois do carnaval desfilam cinco deles, dois na quarta-feira, um na quinta-feira, um no sábado e outro no domingo. Entre as agremiações, há as tradicionalíssimas, como o Cordão do Bola Preta, que percorre ruas do centro, e o Carmelitas, de Santa Teresa. E também novatas, exemplo do Só pra ver o que vai dar, de Botafogo, e o Se melhorar, afunda, de Niterói. Este é o primeiro bloco que se apresenta em mais de um município (os integrantes vêm de barca até o Rio e brincam no centro). Já entre os antigos, existem alguns que ainda não escolheram seu samba. O Bloco do Barbas e o Bloco de Segunda, ambos de Botafogo, estão neste grupo. Nada que vá diminuir a animação durante o desfile. "As pessoas aprendem a letra na hora mesmo", disse Rita Fernandes, presidente da Sebastiana, associação de doze blocos da zona sul e centro. Os mais populares, caso do Simpatia é quase amor (de Ipanema), chegam a atrair até 20 mil pessoas. O Meu bem volto já deve sair com 3,5 mil integrantes (do Leme), muitos deles foliões de longa data. "Caímos nas graças dos cariocas porque é um desfile muito animado e não muito cheio", acredita o organizador, Jorge Edgardo Sapia. Bloco do Jardim Botânico, o Suvaco de Cristo não divulga seu horário para não ficar inchado demais. Ainda assim, congrega cinco mil pessoas. Este ano, uma novidade: o "Suvaquinho", para as crianças, que contará com a bateria mirim do Morro Dona Marta. "O ideal é que surjam cada vez mais blocos menores, para que todo mundo possa se divertir sem preocupação e aperto", defende o presidente, João Regazzi.

Agencia Estado,

10 Fevereiro 2006 | 21h33

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