Bloqueador de celular de Bangu 1 não prejudica área, diz Saboya

O secretário de Justiça, Paulo Saboya, garantiu que o bloqueador de celular instalado em Bangu 1 não prejudica os moradores da área. Ele fez a afirmação depois da polêmica provocada por declarações da governadora eleita, Rosinha Matheus, que disse que ainda estudará o uso do bloqueador, caso o aparelho dificulte a comunicação no bairro."Nenhum governante pode abrir mão das novas tecnologias. Não acredito que ela vá tirar os bloqueadores. A sociedade não permite", afirmou Saboya. O primeiro equipamento está instalado em Bangu 1 e já foi testado. O secretário disse que até o fim do ano outras duas antenas serão colocadas no Complexo Penitenciário de Bangu. "Não é represália ao que ela (Rosinha) tem dito. Nós fazemos política de Estado, não de governo", disse.Os testes feitos pela empresa que instalou o aparelho demonstraram que o bloqueador tem alcance num raio de 250 metros. Além de isolar Bangu 1, a antena impediu ligações de celulares em parte dos presídios de Bangu 2, 3, 4, 5 e do Vicente Piragibe. Saboya explicou que as casas mais próximas ficam a dois quilômetros de distância da antena e por isso não são afetadas.O aparelho de fabricação israelense impede ligações de todas as operadoras de telefonia móvel, mas não interfere na freqüência de comunicação da polícia nem na telefonia fixa. "Todos os telefones de Bangu serão conectados por fio. O agente que aparecer com telefone sem fio estará preso", afirmou o secretário.Saboya informou que não pensa em instalar bloqueadores no Presídio Feminino Talavera Bruce, vizinho do Complexo Penitenciário de Bangu, e no Complexo da Frei Caneca, no Centro. "Nesses casos, as comunicações dos moradores da área estariam comprometidas", disse. Nessas regiões o bloqueio de celulares deveria ser feito por cabo, o que encareceria o custo.

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