Bloqueio de celular é parcial em cadeias de São Vicente

Ninguém sabia explicar o que aconteceu, mas desde sábado, os celulares dos moradores que residem perto das cadeias de São Vicente, localizados ao longo da rodovia Padre Manoel da Nóbrega, voltaram a funcionar. Não com a mesma eficiência de antes do bloqueio efetuado pelas operadoras na tarde de sexta feira, mas já dá para se comunicar por meio do aparelho que estava praticamente mudo. De acordo com o motorista de ônibus Jorge Antonio Oliveira Santos, que mora no Humaitá, bairro distante dois quilômetros do complexo prisional do município, constituído pelas penitenciárias 1 e 2 e pelo Centro de Detenção Provisória -CDP- seu celular ora funciona, ora se torna mudo, mas já da para contar com o aparelho. "Engraçado é que, enquanto o meu falha, o do meu filho está funcionando direto, sem interrupção", relata. Ambos aparelhos são da Claro, uma das primeiras operadoras a interromper o sinal no início da tarde de sexta feira.Já no CDP e nas penitenciárias 1 e 2 nenhum celular funcionava ontem, segundo asseguravam seus atendentes. Nas três unidades prisionais o clima era de tranqüilidade ontem, apesar da proibição das visitas. Mesmo sabendo da proibição, familiares dos detentos concentravam-se nas entradas dos prédios situados no km 66 da rodovia. Ninguém pode entrar, mas os agentes penitenciários permitiram o ingresso de alimentos que eram destinados aos presos.

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