BNDES empresta para empresários de ônibus em São Paulo

O Banco Nacional de DesenvolvimentoEconômico e Social (BNDES) tem o aval do governo federal para liberar empréstimos a juros baixos para empresários dispostos a investir na renovação da frota de ônibus da capital. O montante estimado em aproximadamente R$ 600 milhões já estaria reservado e aguardando apenas o fim do processo de licitação para o novo sistema viário do município, segundo o ministro das Cidades, Olívio Dutra."O dinheiro está garantido mas é necessário que os empresários primeiro apresentem as propostas", afirmou Dutra durante visita às obras do terminal rodoviário da Lapa, que deve ficar pronto em maio,com capacidade para até 170 mil passageiros por dia.A prefeita Marta Suplicy, que acompanhou o ministro, aproveitou a oportunidade para mandar um recado ao Tribunal de Contas do Município (TCM), que estaria atrasando a licitação do novo sistema de ônibus sob o argumento de investigar o processo. "Estou muito preocupada com o atraso na licitação dos ônibus. Espero que amanhã (quarta) os conselheiros emitam um parecer favorável ao transporte da cidade", disse a prefeita.Já o secretário de Transportes, Jilmar Tatto, afirmou que o apoio político do governo federal e da própria Prefeitura em torno da liberação de recursos pelo BNDES é um estímulo a mais para os empresários. "É difícil encontrar alguém disposto a investir na renovação da frota sem contar com financiamentos a juros baixos." Disse ainda que amaior dificuldade da Prefeitura na licitação dos ônibus será livrar-se dos maus empresários."Existe uma parte podre no sistema e não queremos mais." Após deixar o terminal de ônibus, o ministro Dutra foi conhecer mais de perto os problemas habitacionais da cidade.Acompanhado pela prefeita e pelo secretário da Habitação, Paulo Teixeira, ele visitou um loteamento recém-urbanizado na zona oeste e depois seguiu para a favela Paraisópolis, no Morumbi, onde acompanhou a assinatura de dois decretos municipais que serão publicados nesta quarta-feira no Diário Oficial.Um deles prevê a contratação de um projeto de urbanização da favela e outro cria um convênio para a prestação de assistência jurídica aos moradores interessados em obter a posse do terreno. "Sem a posse não podemos fazer o serviço público", justificou Marta, que admitiu não ter recursos para a realização das obras. "Dinheiro ainda não existe, mas vamos trabalhar junto com o governo federal para tentar obter financiamento externo ou de outras fontes."O ministro, por sua vez, afirmou que oprojeto de reurbanização de favelas da Prefeitura tem todo o apoio do governo federal. "Lula apóia integralmente os atos de Marta." Ele também prometeu articular ações interministeriais e buscar recursos externos para a viabilização desse projetos.Veja o índice de notícias sobre o Governo Lula-Os primeiros 100 dias e os ministérios

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