BNDES libera R$ 400 milhões para empresas da região serrana do Rio

Limite será de R$ 1 milhão para cada interessado, com dez anos para pagamento

Kelly Lima, O Estado de S. Paulo

21 de janeiro de 2011 | 13h30

RIO - O ministro de Integração Nacional, Fernando Bezerra, anunciou no fim da manhã o a liberação de uma verba de R$ 400 milhões, via BNDES, para ser destinada à recuperação da região serrana no Rio de Janeiro, atingida por fortes chuvas na semana passada. A liberação da verba faz parte do Programa BNDES Emergencial de Reconstrução do Rio de Janeiro, e se espelha em programa semelhante adotado no ano passado pelo governo Lula, que liberou R$ 500 milhões para os estados de Pernambuco e Alagoas, que passaram pelos mesmos problemas.

 

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A liberação da verba foi autorizada hoje em Medida Provisória no Diário Oficial da União. Segundo o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, num primeiro momento, a verba será destinada a pequenas empresas. O limite será de R$ 1 milhão para cada interessado, com dois anos de carência e dez anos de prazo para pagamento a juros de 5,5% ao ano.

 

Há ainda uma linha simplificada de até R$ 50 mil para o micro empresário, que será de rápida liberação dos recursos (em no máximo 24 horas), adotada na mesma MP e também um refinanciamento de prestações diretas ou indiretas devidas ao BNDES, vencidas a partir da declaração do estado de calamidade e que não tenham sido pagas pelas empresas do municípios atingidos. Os dois programas terão vigência até o dia 31 de dezembro de 2011.

 

Os recursos serão administrados pelo Banco do Brasil e pela Caixa Econômica Federal. "Vamos contar com estes parceiros, mas queremos chegar na ponta do recebimento e vamos ser ágeis para isso", disse o presidente do BNDES, lembrando que a região é "economicamente densa."

 

Pouco antes, ao seu lado, o ministro Fernando Bezerra, lembrou da importância das atividades têxteis na região serrana, além do polo agropecuário, que tem um PIB de R$ 1 bilhão. "Os recursos são instrumento valioso para resgatar a auto estima e a confiança do setor produtivo naquela região para esta árdua tarefa que está se iniciando, de reconstrução de cidades", disse o ministro em entrevista coletiva, representando a presidente Dilma Rousseff.

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