BNDES pode ajudar municípios com queda de arrecadação

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) pode liberar recursos para as prefeituras compensarem a queda na arrecadação, provocada pelo racionamento de energia. O anúncio foi feito nesta quinta-feira pelo prefeito de Porto Alegre, Tarso Genro (PT), durante o encontro "Frente Nacional dos Prefeitos", realizado em São Paulo, com a presença de 11 prefeitos de capitais.Segundo Genro, a Frente esteve reunida hoje com representantes da Câmara de Gestão da Crise e recebeu uma carta assinada pelo ministro da Casa Civil, Pedro Parente, e das Minas e Energia, José Jorge, considerando a possibilidade de liberar linha de financiamento pelo banco. Os valores envolvidos ainda não são conhecidos. Os prefeitos de 11 capitais não entraram em um consenso sobre a possibilidade de edição de uma medida provisória que obrigue as distribuidoras a trocarem todas as lâmpadas de mercúrio dos municípios por lâmpadas de sódio, mais econômicas.Segundo o prefeito carioca César Maia (PFL), houve uma divergência interna entre o PT nas discussões. "A questão só não foi aprovada por causa do PT. O problema não é nosso é deles", declarou. Apesar disso, Maia está otimista. "Uma nova discussão será feita no dia 30, em São Paulo, com secretários de Fazenda e teremos um documento submetido aos prefeitos". A prefeita de São Paulo, Marta Suplicy (PT), criticou a falta de informação sobre os níveis de consumo de energia nos municípios. "Eu como prefeita da maior cidade do Estado, não sei se virá apagão ou não", disse. Segundo ela, na reunião foi discutida a proposta de os prefeitos serem informados "diariamente, como o governo federal o é, da situação da energia".A questão da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), prevista na pauta de discussões, não chegou a ser debatida. Segundo a prefeita, não houve tempo.Estiveram presentes no encontro os prefeitos da capital paulista, Marta Suplicy (PT); Rio de Janeiro, César Maia (PFL); Porto Alegre, Tarso Genro (PT); Belo Horizonte, Célio de Castro (sem partido); Alagoas, Kátia Born (PSB); São Luís, Jackson Lago (PDT); Fortaleza, Juraci Magalhães (PMDB); Vitória, Luiz Paulo Velloso Lucas (PSDB); Goiânia, Pedro Wilson (PT); Belém, Edmilson Rodrigues (PT), e Guarulhos, na Grande São Paulo, Elói Pietá (PT).

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