Boituva protesta contra soltura de sem terra

Prefeito, vereadores e líderes comunitários de Boituva, a 115 quilômetros de São Paulo, encaminharam hoje ao presidente do Tribunal de Justiça do Estado, Márcio Martins Bonilha, um manifesto contra a libertação dos seis militantes do Movimento dos Sem Terra (MST) que saquearam e destruíram um pedágio, dia 10 de novembro de 1999. Condenados pela juíza de Boituva, Ana Cristina Paz Néri, a penas que variam de 8 a 11 anos de prisão, os sem terra foram soltos em dezembro do ano passado por uma decisão do 2º vice-presidente do TJ, Gentil Leite.Segundo o manifesto, a libertação dos réus trouxe "surpresa e enorme preocupação" à comunidade local, pois os moradores acompanharam de perto o julgamento do caso. "Ficou bem comprovado que os acusados e outros militantes praticaram o assalto ao pedágio, seguido de roubo de numerário, destruição de móveis, vidros e equipamentos, incêndio com o emprego de coquetéis molotov e ameaça aos funcionários", diz o documento, assinado também pelo prefeito Edson Marcusso (PFL). Segundo o manifesto, o TJ "deve ter sido induzido a erro" para soltar os réus. A decisão, diz o documento, causou um mal maior que os praticados pelos militantes do MST, uma vez que feriu os direitos da sociedade em geral, beneficiando apenas os autores dos crimes praticados à luz do dia. O manifesto ressalta que os promotores que acusaram os sem terra resistiram a todo tipo de pressão psicológica e ameaças físicas para levá-los à condenação pelos crimes.

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