DIDA SAMPAIO/ESTADAO
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Bolsonaro afirma que 'garimpeiros não são bandidos' e 'merecem toda a consideração'

Declaração foi dada transmissão ao vivo semanal do presidente. 'Eles querem garimpar e nós queremos legalizar o garimpo', acrescentou. Bolsonaro comentou ainda os efeitos da implementação de um programa de redução de violência e a não adesão de RJ e SP ao modelo de escola cívico-militar

Pedro Caramuru e Daniel Galvão, O Estado de S.Paulo

03 de outubro de 2019 | 21h01

SÃO PAULO - O presidente Jair Bolsonaro voltou a defender o extrativismo mineral na região amazônica e afirmou que "garimpeiros não são bandidos" e "merecem toda a consideração", durante a transmissão ao vivo semanal. "Eles querem garimpar e nós queremos legalizar o garimpo", disse.

O presidente afirmou ainda que planeja apresentar um projeto para legalizar o garimpo e "dar dignidade para ele (garimpeiro), que vai preservar o meio ambiente e não vai usar mercúrio". "Se vocês verem o estrago que as mineradoras fazem nessa região, em especial as canadenses, você vai cair para trás. Agora, quando pegam um pobre garimpeiro que tem uma bateiazinha pra tirar ouro ou um jogo de peneira atrás de diamante, o mundo cai na cabeça deles", comparou.

Redução de Homicídios

Bolsonaro também comentou o programa do Ministério da Justiça e Segurança Pública "Em Frente, Brasil" que completou um mês em vigor. Segundo dados do órgão, nos cinco municípios onde o programa foi testado, o número de homicídios caiu 53%.

Bolsonaro criticou, entre as cidades que receberam o programa, a atuação do prefeito de Cariacica, Geraldo Luzia de Oliveira Junior (PPS), que implementou um disque-denúncia para receber abusos da Força Nacional de Segurança. "Se a questão da segurança tá muito bem em Cariacica, a gente muda de cidade", disse. "Eu, como chefe supremo das Forças Armadas, e o Sérgio Moro, que está fazendo um brilhante trabalho, não podemos expor nossos agentes de segurança ao disque-denúncia", complementou.

SP e RJ são criticados por não terem aderido ao modelo cívico-militar em escolas

Bolsonaro criticou o fato de os Estados de São Paulo e Rio de Janeiro não ter aderido ao modelo de escolas cívico-militares. "Lamentavelmente, dois Estados aí, São Paulo e Rio de Janeiro, não aderiram", disse Bolsonaro, citando o modelo de escolas cívico-militares implementado em Estados como Goiás e Amazonas. "São umas escolas que têm mais de dez anos e têm dado certo."

A declaração de Bolsonaro acontece em meio a estranhamentos com os governadores de São Paulo e do Rio de Janeiro. Tanto João Doria (PSDB-SP) quanto Wilson Witzel (PSC-RJ) se movimentam nos bastidores de olho na corrida presidencial em 2022.

Ainda sobre a educação no País, Bolsonaro lembrou do descontingenciamento de R$ 2 bilhões e afirmou que "a esquerda teimava em dizer que era um corte." "Contingenciamento é: se não tiver recurso a gente não libera, daí passa a ser corte lá na frente". Bolsonaro ainda disse que a imprensa "colocou na cabeça da molecada que aquilo era corte, corte, corte".

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