Tiago Queiroz/Estadão
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Bolsonaro defende decreto de armas e pede que Congresso 'não deixe o texto morrer'

Presidente afirmou também que não pode 'fazer nada' se texto for derrubado e disse que é um 'democrata', e não um 'ditador'

Amanda Pupo e Camila Turtelli, O Estado de S.Paulo

18 de junho de 2019 | 11h28
Atualizado 18 de junho de 2019 | 19h49

BRASÍLIA - Em dois eventos nesta terça-feira, o presidente Jair Bolsonaro defendeu o decreto das armas e pediu ao Congresso que "não deixe o projeto morrer". Ao falar com a imprensa após a cerimônia de hasteamento da Bandeira Nacional, o presidente disse que é um "democrata", e não um "ditador", ao responder sobre o que faria caso o Congresso derrube o texto  editado por ele. "Eu não posso fazer nada, não sou um ditador, sou democrata", disse. Na cerimônia do Plano Safra fez um apelo à Câmara e ao Senado. 

O presidente disse que tem conversado com senadores sobre o tema. O Senado decide na tarde desta terça se derruba ou não o texto assinado por Bolsonaro que flexibilizou o porte de armas no Brasil. A questão ainda precisa passar pela Câmara dos Deputados. Na semana passada, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou os projetos que anulam o ato do presidente. A Constituição Federal permite que o Congresso derrube um decreto que ultrapasse o poder regulamentar ou que trate de algo limitado exclusivamente ao Legislativo.

"Tenho conversado, sim, com senadores, explicando, conversando. Sabemos que no Brasil hoje em dia quem está à margem da lei está armado. Nada mais estou fazendo do que atendendo à vontade do povo expressa nas urnas em 2005 por ocasião do referendo", disse Bolsonaro à imprensa após a cerimônia de hasteamento da Bandeira Nacional, que antecedeu a reunião de conselho do governo.

Depois, na cerimônia do Plano Safra, o presidente fez um apelo aos parlamentares. "Quero fazer um apelo: Senado e Câmara vão discutir o decreto de armas; a segurança no campo é uma coisa importantíssima, e nós ampliamos por decreto o porte de fogo em todo o perímetro da propriedade. Não deixem esses decretos morrer na Câmara ou no Senado, a nossa vida é muito importante, vocês sabem o que quão difícil é produzir nesse País, e a segurança tem de estar acima de tudo", disse Bolsonaro na cerimônia do Plano Safra. 

Na cerimônia, o presidente ainda elogiou a atuação da ministra da Agricultura, Tereza Cristina, e do secretário de Aquicultura e Pesca do Ministério da Agricultura, Jorge Seif. Bolsonaro disse também que o Plano Safra foi uma construção que "passou por muita gente", e que fica "muito feliz" de estar à frente de um governo em que "todos se falam entre si". "Aqui não há briga política, há briga apenas para que cada um possa melhor servir o seu Brasil", afirmou.

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