Bomba no Ministério da Fazenda é de alto poder de destruição

A bomba que explodiu hoje no 4º andar do prédio do Ministério da Fazenda no centro de São Paulo era de alto poder explosivo e causou o maior estrago já registrado em prédios públicos, segundo informaram os policiais do Grupo de Ações Táticas Especiais (GATE) da Polícia Militar. O artefato foi detonado no banheiro masculino às 15h45. Além de destruir o local, atingiu ainda os andares de cima e de baixo.De acordo com a Polícia Militar, duas pessoas ficaram levemente feridas e foram conduzidas à Santa Casa de Misericórdia. Uma delas, grávida de sete meses, foi levada ao hospital com dores abdominais causadas, segundo os soldados do Corpo de Bombeiros, pelo estresse do momento. A outra pessoa, um homem de meia idade, de acordo com a polícia, foi hospitalizado com dores no ouvido e na cabeça.As investigações serão conduzidas pela Polícia Federal. Segundo o porta-voz da corporação, delegado Gilberto Tadeu Vieira Cezar, o estrago só não foi maior porque o quarto andar do prédio, onde funciona a escola de administração fazendária, estava praticamente vazio. Ele informou que apenas funcionários da limpeza ocupavam o local no momento da explosão. O delegado afirmou que a polícia desconhece a autoria do crime, mas investiga a possibilidade de a explosão estar relacionada com a prisão, semana passada, de um funcionário do Ministério da Fazenda acusado de conceder benefícios fantasmas, provocando o golpe de R$ 34 milhões ao orgão. "Seria prematuro fazer qualquer tipo de associação neste momento. Mas todas as hipóteses serão investigadas", afirmou. "Certamente quem colocou a bomba conhece bem este prédio", disse.O delegado também não descarta a hipótese de a explosão desta tarde estar relacionada com a explosão de uma bomba no 16º andar do Fórum João Mendes no último dia 31. Nesta quarta-feira, três peritos especializados em bomba da Polícia Federal começam as investigações no local que, segundo o delegado, será preservado e vigiado durante toda a noite e madrugada por 10 agentes.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.