Bombas falsas mobilizam polícia do Rio

Pela segunda vez, em menos de 24 horas, o Esquadrão Anti-Bombas da Polícia Civil do Rio foi acionado para desarmar supostas bombas deixadas pela cidade. Hoje, o alvo das atenções foi um artefato encontrado em São Cristóvão, na área da tradicional feira dos nordestinos, na zona norte da cidade. A falsa bomba foi encontrada por volta das 7h, dentro de uma bolsa de supermercado, em um banco de um ônibus da linha 472 (Leme-Jacarepaguá) por Vicente Pedro da Silva, de 34 anos. Ele trabalha na Feira de São Cristóvão e levou a bolsa para lá, onde a entregou a um guarda municipal, que acionou o Esquadrão. Dentro do saco havia um bilhete que dizia "Após ligar, não desliga".O artefato foi levado para um local mais isolado, longe do aglomerado de barracas. A área ficou isolada durante meia hora para que o Esquadrão detonasse a suposta bomba, feita com três tubos de PVC cheios de areia e um relógio. Segundo o perito Egberto Martins Cabral, tratava-se de um "artefato simples", apesar de ter uma parte elétrica perfeita, mas sem reais condições de explosão.Na tarde de ontem, o Esquadrão explodiu três artefatos, em uma das pistas do Aterro do Flamengo, na zona sul. As falsas bombas eram feitas de areia e papel, com ligação elétrica. Os artefatos se passariam fácil por uma bomba, exceto pelo fato de não terem explosivos, como o de ontem. Também foi deixado um bilhete que dizia "Fique ligado na paz"."É certo que o objetivo é implantar um terror psicológico", afirmou Cabral. Ele disse não ter recebido o relatório sobre as bombas e o bilhete encontrado ontem, mas que tudo levava a crer que os "trotes" foram armados pela mesma pessoa. "É comum acontecer esse tipo de coisa quando há algum acontecimento internacional envolvendo atentados", disse o perito. "Provavelmente, outras falsas bombas vão aparecer".

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