Bombeiros avistam van, mas deslizamento impede resgate

A equipe de resgate que trabalha no canteiro de obras da Estação Pinheiros da Linha 4 do Metrô conseguiu avistar, por volta das 11h30, a traseira do microônibus engolido pela cratera aberta na sexta-feira. Segundo as informações, porém, houve um novo deslizamento de terra, chamado de "escorregão", e o veículo foi novamente perdido de vista. A equipe não pôde identificar se havia ocupantes dentro do microônibus. Ao menos quatro pessoas estariam dentro do veículo no momento o acidente, entre eles o motorista Reinaldo Leite, de 40 anos, o cobrador Wescley da Silva, 22 anos, além de outros dois passageiros. Os bombeiros procuram ainda por mais quatro pessoas: Abigail Rossi de Azevedo, 74 anos, Marcio Rodrigues Alambert, de 31, Valéria Alves, de 37 - que caminhavam pela Rua Capri, que rachou com o acidente -, além do caminhoneiro Francisco Sabino Torres. Com isso, as autoridades sabem onde está localizado o veículo, a poucos metros de distância de onde os bombeiros trabalham neste momento. Ás 15h, as equipes retomaram os trabalhos de resgate pelo túnel do metrô, que havia sido paralisado pelo alto risco de mais desabamento. Agora, os bombeiros trabalham na parte acima do túnel, e, para chegar ao veículo, será preciso que sejam retirados mais dois caminhões, além de mais um que foi removido do local por volta das 12h30. Os bombeiros tentaram, no começo do dia, utilizar um detector de metais, ou magnômetro, para localizar o microônibus. No entanto, segundo um funcionário do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), o aparalho não pôde detectar corretamente a localização, devido à interferência causada pelos caminhões e escombros.Três carros do Instituto Médico Legal (IML) chegaram nesta tarde ao local, mas, segundo o motorista de um deles, a presença dos veículos é rotineira. Até as 13h30 não havia nenhuma confirmação de vítimas. Na início da manhã deste domingo, 30 Bombeiros, 10 viaturas e uma equipe com cães farejadores participavam das buscas pelas oito pessoas desaparecidas desde a tarde de sexta-feira. Além do motorista e do cobrador do microônibus da Transcooper, dois passageiros e três outras pessoas que circulavam pela rua Capri no momento do acidente podem estar soterradas. O major dos bombeiros Marco Aurélio Alves Pinto explicou que os bombeiros tentam agora entrar pela parte de cima do túnel, pois não foi possível avançar pelo trecho subterrânea devido à grande quantidade de terra. Ao todo, 140 caminhões carregados com o entulho foram retirados do local durante a madrugada. Os bombeiros confirmaram ainda que a grua de 50 toneladas que apresentava riscos de desabar foi estabilizada.Ainda segundo Marco Aurélio, o trabalho é lento porque não há outra forma de trabalhar diante do peso dos caminhões e dificuldades do terreno. Uma retroescavadeira deve nivelar o terreno para facilitar o trabalho da equipe de resgate. O major prefere não fazer especulações sobre a possibilidade de retirar os soterrados com vida da cratera. "Quanto à perspectiva de vida, é muito difícil, mas há esperanças."Matéria alterada às 16h18 para acréscimo de informações

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