Bombeiros confirmam duas mortes na Nestlé

O Corpo de Bombeiros admitiu nesta terça-feira, às 18h, pela primeira vez, que o sargento Alail Alves Benício, de 51 anos, e o tenente Carlos Alberto Teixeira, de 43, estão mortos. "A severidade do incêndio foi muito grande e tiramos a possibilidade de encontrá-los com vida", disse o coronel Orlando Rodrigues de Camargo Filho, chefe do Departamento de Operações do Corpo de Bombeiros na capital. Ele comandou nesta segunda-feira o combate ao incêndio no centro de distribuição de alimentos da Nestlé, em São Bernardo do Campo.Camargo Filho também admitiu a possibilidade de os corpos não serem encontrados e identificados apenas mediante perícia. Benício e Teixeira foram dois dos primeiros a chegar ao depósito, às 12h40 desta segunda-feira, e estavam sendo considerados desaparecidos. Segundo Camargo Filho, o fogo atingiu 800 graus, provocando até a desintegração de vidros. Na análise dos bombeiros, ninguém resiste a uma temperatura superior a 100 graus por cinco minutos. Uma das vítimas, cujo nome não foi revelado, chegou a pedir socorro pelo rádio, de acordo com o coronel.Camargo Filho explicou que as portas antifogo devem ter fechado, deixando os bombeiros presos. Parentes de Benício passaram o dia na portaria do depósito, ansiosos por notícias. Até as 16h eles acreditavam que os dois seriam encontrados com vida. Bombeiros sugeriram que os parentes fossem para suas casas, mas eles continuaram na empresa.

Agencia Estado,

25 de setembro de 2001 | 22h56

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