Bombeiros devem se apresentar hoje à Justiça Militar do Rio

Militares serão citados no processo em que foram denunciados por motim e dano ao patrimônio

Tiago Rogero, estadão.com.br

15 de junho de 2011 | 09h06

RIO - Os 429 bombeiros e dois policiais militares detidos após a invasão do Quartel Central na sexta-feira, 3, deverão comparecer hoje à Auditoria da Justiça Militar do Rio para serem citados no processo em que foram denunciados pelos crimes de motim e dano ao patrimônio. A juíza da Auditoria, Ana Paula Monte Figueiredo, recebeu na segunda-feira, 13, a denúncia oferecida pelo Ministério Público (MP-RJ).

 

Atendendo ao pedido do MP-RJ, o processo foi desmembrado em três: um contra os 14 bombeiros considerados líderes do movimento, um contra os PMs e o último envolvendo os demais detidos. De acordo com o defensor público do Estado, Luiz Felipe Drummond, que representa todos os denunciados, a medida está prevista no Código Penal Militar, já que entre os "supostos líderes" há oficiais que devem ser julgados por militares de patente superior.

 

"Vamos tentar descaracterizar a denúncia. Pelo que tivemos conhecimento até agora, pelo auto de prisão em flagrante, o MP-RJ não possui elementos suficientes para sustentar as acusações. Não individualizaram ou descreveram bem os crimes", disse. Segundo o defensor, o argumento a ser utilizado pela defesa é o de que "não houve crime, no máximo um excesso no momento da manifestação."

 

A assessoria de imprensa do MP-RJ informou que os promotores que assinam a denúncia, Isabella Pena e Leonardo Cuña, preferiram não se pronunciar.

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