Bombeiros resgatam 6 corpos de avião com ajuda de máquina em SP

Uma máquina de construção civil permitiu, nesta quinta-feira, que os bombeiros resgatassem seis corpos de uma só vez dos destroços do Airbus que fazia o vôo 3054 da TAM e sofreu um acidente ao tentar aterrissar em São Paulo. Foram resgatados pelo menos 184 corpos no local, segundo a Secretaria de Segurança Pública, o saldo de mortos chega a 188, resultando no maior acidente da aviação brasileira. A operação com a máquina começou as 13h30 e deu acesso aos bombeiros até a cabine do avião, que sofreu o acidente ao tentar aterrissar na noite de terça-feira no aeroporto de Congonhas, em São Paulo. Em duas horas seis corpos carbonizados que estavam dentro da aeronave foram retirados. "Há possibilidade de tirar mais corpos dentro de alguns instantes", disse a jornalistas nesta tarde o comandante dos bombeiros, capitão Mauro Lopes. Um membro da unidade confirmou que outros cinco corpos podiam ser visualizados. A máquina é usada para construções civis e designada para cortar estruturas metálicas e de concreto. Apesar dos riscos de desabamento dos prédios atingidos pelo avião, os bombeiros continuam o resgate. "O perigo (de desabamento) continua. Estamos atentos. Os bombeiros só estão no local porque estão sentido confiança de trabalhar ali", disse Lopes. Segundo ele, há restos de fuselagem, bancos e escombros na parte dianteira. Ao tentar aterrissar na pista molhada do aeroporto de Congonhas, o Airbus A320 da TAM, que fazia a rota Porto Alegre-São Paulo, passou sobre uma avenida movimentada e explodiu ao se chocar contra prédios e um posto de gasolina. Ainda não se pôde concluir quais as causas do acidente. Uma multidão observava de longe as ruínas do prédio da TAM Express, de onde ainda sai fumaça e um forte cheio de queimado. Os curiosos tiravam fotos dos escombros, assim como de repórteres de TV e autoridades no local. No muro do aeroporto, do outro lado da via atravessada pela aeronave antes de se chocar contra os prédios e pegar fogo, foi deixado um ramalhete de flores brancas e vermelhas, provavelmente em memória das vítimas da queda do avião.

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