Bombeiros são acusados de furto em combate a incêndio no Rio

Militares se acusaram mutuamente quando ouvidos pela Polícia Civil; ambos podem ser expulsos da corporação se o crime for comprovado

O Estado de S. Paulo,

17 Outubro 2012 | 17h55

SÃO PAULO - A Polícia Civil do Rio indiciou nesta quarta-feira, 17, dois bombeiros acusados de envolvimento no furto de um telefone celular e um computador durante o combate a um incêndio num edifício de 10 andares na Avenida Delfim Moreira, na praia do Leblon, zona sul do Rio de Janeiro, no dia 28 de setembro. O bombeiro José Carlos Amaral Fernandes, de 48 anos, foi indiciado pelo crime de furto qualificado. Seu colega de corporação Robson do Nascimento, de 36, e um menor vão responder por receptação.

 

Após o trabalho dos bombeiros, uma moradora do edifício, que fica num dos endereços mais chiques da cidade, deu falta de um Iphone e um tablet. Ela registrou queixa na Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI), que rastreou o aparelho e o encontrou com um adolescente de 17 anos. Em depoimento, o menor contou que havia comprado o aparelho de Robson. Já o bombeiro afirmou na delegacia que recebeu o Iphone de José Carlos, como pagamento de uma dívida. Segundo Robson, José Carlos disse que havia comprado o celular na Favela da Rocinha.

 

Durante as investigações, a polícia descobriu que Robson trabalhou na escada magirus (acoplada ao carro dos bombeiros), e José Carlos, combateu o fogo dentro do apartamento de onde sumiram os aparelhos. José Carlos prestou depoimento ontem, e negou a versão do colega de farda.

 

O Corpo de Bombeiros do Rio informou que vai instaurar um procedimento administrativo disciplinar contra os dois militares. Se comprovadas as acusações, eles podem ser expulsos da corporação.

Mais conteúdo sobre:
riobombeirosincêndio

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.