Borracheiro acusado de pedofilia

Ele teria abusado de dezenas de crianças em Catanduva

Chico Siqueira, O Estadao de S.Paulo

17 de janeiro de 2009 | 00h00

A Polícia Civil de Catanduva, a 385 km de São Paulo, investiga se o borracheiro J.B.N.M., de 46 anos, teria abusado de 47 crianças, cujos pais procuraram a polícia e o Departamento de Educação do município. J. foi preso na quinta-feira, depois de um mês de investigações, acusado de molestar oito crianças de 5 a 12 anos de idade, aliciadas nas portas das escolas do bairro Cidade Jardim.A divulgação da prisão levou ontem 36 pais e mães de alunos a procurarem o Departamento de Educação do município para afirmar que seus filhos também foram molestados pelo mesmo suspeito. Agora, a polícia apura denúncias de abusos de 47 crianças, de 5 a 14 anos de idade.A delegada substituta da Mulher de Catanduva, Rosana da Silva Vanni, disse que a corrida dos pais ao departamento não se trata de histeria coletiva. "As informações são confiáveis; a servidora que me passou as informações é responsável. A partir de segunda-feira, vamos ouvir os pais", informou a delegada ao Estado. De acordo com a delegada, o suspeito, que já responde por inquérito de atentado violento ao pudor contra um menino em Pernambuco, atraía as crianças na porta das escolas. Em troca, dava dinheiro, brinquedos e doces, consertava bicicletas, deixava as crianças jogando videogame em sua casa ou fazia pipas personalizadas com as fotos das crianças.Foram essas fotos que alertaram, há um mês, duas mães de dois garotos, de 10 e 11 anos, que procuraram a polícia. Em blitz feita na casa do suspeito, a polícia apreendeu fotos e desenhos de crianças nuas, filmes pornográficos, máquina fotográfica e outros materiais.Ao investigar o caso, a polícia ouviu relatos de oito crianças que mantiveram contato ou disseram terem sido molestadas pelo borracheiro. Cinco delas passaram por exames de corpo delito. "Um exame deu positivo e outros quatro ainda não tiveram resultado divulgada. A maioria das crianças relatou histórias que confirmaram os abusos", disse a delegada.Na quinta-feira, a Justiça expediu mandado de prisão preventiva contra J., que tinha deixado sua casa no Cidade Jardim havia 15 dias. Ele foi preso na casa da irmã, em outro bairro da cidade. O borracheiro nega as acusações.

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