Brasil avança no IDH, mas continua longe de países latinos

No Chile, primeiro colocado da América do Sul, estudantes têm 2,6 anos a mais de escolaridade e a renda é 45% maior que a brasileira

Lígia Formenti e Leonencio Nossa, O Estado de S. Paulo

24 de julho de 2014 | 19h58

BRASÍLIA - Embora avanços tenham sido realizados ao longo dos últimos anos, o desempenho no Brasil na classificação feita pelo Programa das Nações Unidas para Desenvolvimento Humano (PNUD) continua bem aquém de Chile, Argentina e Uruguai. 

Chilenos vivem 6,1 anos a mais do que brasileiros, têm 2,6 anos a mais de escolaridade e uma renda nacional per capita 45% maior. Com tais indicadores, o país vizinho ocupa a 41ª posição no ranking, 38 acima do Brasil.

A Argentina, que, assim como o Chile está no grupo de países com índice de desenvolvimento humano muito alto, está em 49° lugar da lista. Argentinos vivem 2,4 anos a mais que os nascidos no Brasil e tem uma renda per capita 21% maior do que a nacional. Além disso, a média de anos de estudo da população adulta daquele país é 2,6 anos maior do que a brasileira. 

A renda per capita do Uruguai é 26% maior que a do Brasil, e a média de anos de estudo da população adulta 1,3 anos maior do que a nacional. A expectativa de anos de estudo (uma estimativa de quantos anos uma criança terá de vida escolar) no Uruguai é de 15,5 anos, muito parecida com a do Brasil: 15,2 anos.

Além de perder para Argentina, Uruguai e Chile, o rendimento médio brasileiro perde para México (15,854), para Venezuela (17,067), Suriname (15,113) e Panamá (16,379)

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.