AP-7/1/2015
AP-7/1/2015

Brasil pede à Indonésia que condenado à morte seja hospitalizado

Segundo jornal da Indonésia, execução de Rodrigo Gularte acontecerá no fim do mês; ele foi diagnosticado com esquizofrenia

Agências internacionais

03 de fevereiro de 2015 | 20h40

JACARTA - A Embaixada do Brasil em Jacarta, na Indonésia, solicitou nesta terça-feira, 3, a hospitalização do preso brasileiro Rodrigo Gularte, de 42 anos. Ele aguarda a execução no corredor da morte, e teria sido diagnosticado com esquizofrenia. Segundo a mídia local, o fuzilamento do brasileiro já está marcado para o fim do mês

Fontes diplomáticas disseram à agência de notícias Efe que solicitaram ao Ministério Público da Indonésia que Gularte, condenado à morte após ser flagrado com 6 quilos de cocaína em pranchas de surfe, seja internado em um hospital psiquiátrico, o que evitaria sua execução. “Ele está mentalmente doente e foi diagnosticado com esquizofrenia. Segundo a lei indonésia, uma pessoa doente não pode ser executada”, disse um funcionário da Embaixada brasileira, que preferiu não ser identificado.


De acordo com a delegação brasileira, Gularte está sendo “bem tratado” na prisão. Além das visitas consulares, tem recebido apoio de familiares. Na quinta-feira, o procurador-geral indonésio, Muhammad Prasetyo, informou que já está tudo preparado para executar, mediante pelotão de fuzilamento, 11 réus, incluindo Gularte e mais seis estrangeiros.

Segundo o jornal The Jakarta Post, as execuções ocorrerão na ilha de Nusakambangan, na Província de Java Central, no fim de fevereiro, embora a Embaixada brasileira destaque que não foi informada oficialmente. “Estamos prontos. Só é questão de apertar o botão”, disse Ulung Sampurna, chefe de Polícia de Cilacap, onde se encontra Nusakambangan.

Em 18 de janeiro, a presidente Dilma Rousseff chamou para consultas o embaixador brasileiro após apelar sem sucesso a seu colega indonésio, Joko Widodo, para que freasse a execução de outro detento brasileiro, Marco Archer Cardoso Moreira. O embaixador brasileiro ainda não voltou para a Indonésia e Dilma afirmou que o fuzilamento de Archer afetaria as relações diplomáticas. A Indonésia tem 133 prisioneiros no corredor da morte - 57 por narcotráfico, 2 por terrorismo e 74 por outros delitos.

Tudo o que sabemos sobre:
JacartaRodrigo Gularte

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.