Reuters/ Paul Hachett
Reuters/ Paul Hachett

Brasil proíbe voos provenientes do Reino Unido por causa de mutação de coronavírus

O anúncio da nova cepa do vírus fez mais de 40 países proibirem o ingresso de viajantes do Reino Unido, suspendendo voos

Redação, O Estado de S.Paulo

24 de dezembro de 2020 | 00h57

BRASÍLIA - O Brasil vai proibir voos internacionais que tenham origem ou passagem pelo Reino Unido, como medida preventiva, por causa da descoberta de uma variante do novo coronavírus naquele país.

O anúncio da nova cepa do vírus fez mais de 40 países proibirem o ingresso de viajantes do Reino Unido, suspendendo voos, mas o governo de Jair Bolsonaro não havia tomado a mesma atitude.

Agora, uma portaria publicada em edição extra do Diário Oficial da União desta quarta-feira, 23, também restringe a entrada no Brasil de estrangeiros de qualquer nacionalidade, por rodovia, por outros meios terrestres e por meio aquaviário.

A posição do governo mudou. No início da semana, o Ministério da Saúde avaliava que não era necessário seguir as restrições a voos do Reino Unido, onde foi detectada a mutação do novo coronavírus.

O entendimento, até então, era de que a portaria exigindo a apresentação do teste RT-PCR negativo, tanto para brasileiros quanto para estrangeiros, seria suficiente para barrar a entrada de infectados vindos do Reino Unido.  Uma portaria publicada no último dia 17 determinava que o viajante deveria fazer o teste com no máximo 72 horas de antecedência do embarque.

No entanto, depois que o governo do Reino Unido identificou risco maior de contágio, com uma segunda mutação da covid-19, o Brasil decidiu proibir os voos vindos daquele país. 

“Excepcionalmente, o estrangeiro que estiver em país de fronteira terrestre e precisar atravessá-la para embarcar em voo de retorno a seu país de residência poderá ingressar na República Federativa do Basil com autorização da Polícia Federal”, diz a portaria, assinada pelos ministros Braga Netto (Casa Civil), André Mendonça (Justiça) e Eduardo Pazuello (Saúde).

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