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Brasil quer aumentar ações conjuntas para combater crimes na fronteira

Segundo o ministro da Defesa, governo utilizará um satélite israelense de baixa altitude para monitorar região

Lu Aiko Otta, O Estado de S. Paulo

16 Novembro 2016 | 20h07

O Brasil pretende aumentar o número de operações coordenadas com os países vizinhos para combater crimes na fronteira, disse nesta quarta-feira, 16, o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes. A possibilidade de ampliar a cooperação com as polícias foi apontado por ele como o principal saldo da reunião de países do Cone Sul para combate ao crime na fronteira. Estiveram presentes representantes de Argentina, Paraguai, Uruguai, Chile e Bolívia. 

"Temos tratados com todos os países, mas é preciso trazer isso para o chão da fábrica", disse. O governo brasileiro ofereceu aos países vizinhos a possibilidade de utilizar o centro internacional de cooperação policial estruturado para os Jogos Olímpicos, e de compartilhar a tecnologia dos "laboratórios de lavagem de dinheiro", já instalados na Polícia Federal, que permitem rastrear os recursos. 

O ministro da Defesa, Raul Jungmann, propôs que as Forças Armadas dos demais países possam atuar na prevenção e repressão de crimes na fronteira, tal como ocorre no Brasil. Ele disse também que a operação Ágata será reformulada para aumentar o efeito surpresa das operações. E anunciou que o governo brasileiro utilizará um satélite israelense de baixa altitude para monitorar a fronteira. 

"Demos tratamento positivo a uma agenda eminentemente negativa", disse o ministro das Relações Exteriores, José Serra. Ele ressaltou que os países presentes expressaram muita disposição em cooperar para o enfrentamento de crimes como o tráfico de armas, de pessoas, o contrabando e a lavagem de dinheiro. 

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