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Brasil rebate críticas de relator da ONU sobre homicídios

Na semana passada, Phillip Alston disse ter dúvidas sobre a redução de mortes no País

Jamil Chade, O Estado de S.Paulo

08 de junho de 2009 | 15h14

O governo brasileiro rebateu nesta segunda-feira, 8, as críticas feitas pelo relator da ONU em torno dos números de homicídios no País. Para o Itamaraty, o relator da ONU contra Assassinatos Sumários, Phillip Alston, violou normas do Conselho de Direitos Humanos da ONU, ao colocar em dúvida, na semana passada, a redução de mortes apresentadas pelo governo. A atitude do relator foi classificada como "irresponsável".

 

A polêmica ocorre a uma semana da primeira visita de um presidente brasileiro ao Conselho de Direitos Humanos. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva falará no dia 15 de junho em Genebra perante o Conselho. ONGs internacionais e brasileiras também vêm criticando as posições do País em relação a crises no Sri Lanka e na Coreia do Norte.

 

A reação do Itamaraty acontece após as declarações de Alston em uma conferência de imprensa. O relator havia estado no Brasil em 2007 e preparou uma avaliação sobre a violência que foi colocada à disposição dos países na semana passada. Na quinta-feira, o governo brasileiro tomou a palavra para comentar a situação e afirmou que, entre 2002 e 2007, o número de homicídios no País havia caído em 20%.

 

Alston discordou dos números apresentados pelo governo brasileiro e disse ter dúvidas sobre a credibilidade dos dados. Já a Anistia Internacional denunciou o fato de que a polícia continua matando no Brasil e que não há qualquer mudanças para lidar com a impunidade.

 

O Itamaraty, em uma dura resposta, garantiu que Alston "está errado" e que existem estudos da USP que mostram essa queda. "Queremos convidar o relator a revisitar seus preconceitos e aposentar seus estereótipos que prejudicam sua avaliação objetiva sobre a realidade", afirmou a embaixadora do Brasil na ONU, Maria Nazareth Farani Azevedo.

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