Werther Santana/Estadão
Werther Santana/Estadão

Brasil tem mais de 206 milhões de habitantes, diz IBGE

Nova estimativa da população foi publicada no 'Diário Oficial da União' desta terça-feira; em 2015, número era de 204 milhões de pessoas

Luciana Nunes Leal, O Estado de S.Paulo

30 de agosto de 2016 | 07h37
Atualizado 30 de agosto de 2016 | 21h21

BRASÍLIA - Em um ano, o Brasil ganhou 1,630 milhão de moradores e chegou a 206.081.432 em 2016. Houve um aumento de 0,8% em relação a 2015, quando a população brasileira era de 204.450.649 habitantes. O ritmo de crescimento da população brasileira vem diminuindo ano a ano: entre 2014 e 2015, o número de habitantes cresceu 0,83% e, entre 2013 e 2014, o aumento foi de 0,86%.

A estimativa do IBGE mostra que, em comparação com 2010, o crescimento populacional foi de 8%, com 15,3 milhões de habitantes a mais – o equivalente à população da Bahia. 

A concentração de moradores nos grandes centros é uma das características mais marcantes do perfil populacional brasileiro, aponta o IBGE. Apenas 17 municípios (0,3% das 5.570 cidades brasileiras), com população superior a 1 milhão, têm um quinto (21,9%) da população brasileira, somando 45,2 milhões de habitantes.

Mais da metade dos habitantes do País (56,4% ou 116,1 milhões de pessoas) vive em apenas 5,5% das cidades brasileiras (309 municípios, com mais de 100 mil habitantes). No outro extremo, estão 3.809 municípios (68,4%) com até 20 mil habitantes, onde vivem apenas 15,8% dos brasileiros. 

Segundo o IBGE, quase um quarto dos municípios (1.379 cidades) teve redução de população entre 2015 e 2016. Entre as cidades que perderam moradores, as de pequeno porte são maioria. Já as cidades médias são maioria entre as que têm crescimento entre 0,5% e 1%. 

“Os pequenos municípios têm menos atrativos, menos oferta de educação, menos oportunidade de emprego e a tendência dos moradores é procurar cidades maiores. Ao mesmo tempo, viver em grandes cidades é mais caro, o que faz muitas pessoas optarem por cidades médias, próximas dos grandes centros. O crescimento das médias foi uma tendência entre 2000 e 2010 e vem se mantendo”, diz a gerente de estimativas e projeções populacionais do IBGE, Izabel Guimarães. 

O Norte e o Centro-Oeste têm mais cidades com taxas de crescimento acima de 1%.

 

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