Brasileira assassinada na Espanha era ameaçada pelo marido

A família da empresária baiana, naturalizada espanhola, Rita de Cássia Santos Alves, de 38 anos, que foi assassinada com um tiro de escopeta pelo marido, o fazendeiro e construtor Joaquim Fernandez Braskez, de 48 anos, na manhã desta segunda-feira, 29, em Soria, na Espanha, disse que ela já tinha sido ameaçada por Braskez durante o processo de separação, que durava cerca de meio ano. "Ele disse a ela que preferia que ela morresse a ter de ficar longe", afirma Diane Brito, de 24 anos, prima da vítima. Ainda de acordo com ela, duas irmãs mais novas de Rita de Cássia foram para a Espanha há cinco meses, para auxiliar a empresária nos trâmites da separação, por causa das ameaças. "Ele se mostrou muito ciumento." A mãe de Rita de Cássia, a dona de casa Maria Natividade Santos, de 59 anos, foi sedada logo depois de receber a notícia da morte da filha. A família da vítima está reunida na casa de um dos sete irmãos dela, em Salvador. "Estamos nos organizando para pedir a guarda da filha deles, de 7 anos", diz Diane. O fazendeiro está internado, em estado grave, em um hospital da cidade de Soria. Segundo informações da família, logo depois de matar Rita de Cássia, Brasquez tentou suicídio, dando um tiro na boca com a mesma arma usada no assassinato. A bala ficou alojada no cérebro.

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