Brasileira considerada a mais velha do mundo morre aos 114 anos em MG

Vó Quita, como era conhecida, morreu de complicações provocadas por uma pneumonia aguda

João Paulo Carvalho, estadão.com.br

21 de junho de 2011 | 09h54

SÃO PAULO - Morreu na madrugada desta terça-feira, 21, aos 114 anos, na Casa de Caridade de Carangola, na região Zona da Mata mineira, Maria Gomes Valentim. Popularmente conhecida como vó Quita, ela foi considerada a mulher mais velha do mundo pelo livro dos recordes, o Guinness Book.

 

Segundo o hospital, Maria deu entrada no hospital na tarde do último domingo, com o quadro de pneumonia comunitária aguda. Na segunda-feira, seu estado de saúde piorou, iniciando uma infecção generalizada. Maria Gomes Valentim completaria 115 anos no dia 9 de julho.

 

O reconhecimento da moradora de Carangola como a pessoa mais velha do mundo ocorreu em maio deste ano pelo Guinness, que lhe deu vantagem de 48 dias sobre até então recordista americana, Besse Cooper.

 

Razão. A mineira, que gostava de comer feijoada, atribuiu sua longevidade ao fato de comer pão e frutas todos os dias no café da manhã. Ela também acredita que tomar uma taça de vinho de vez em quando também garante vida longa. Segundo a família, o pai de Maria também viveu mais de 100 anos.

 

Familiares disseram também que a vó Quita é uma pessoa obstinada e não costuma se intrometer em assuntos alheios. "Dizem que ela vive tanto porque sempre se preocupou com a sua vida e não com a dos demais", disse sua neta, Jane Ribeiro Moraes, de 63 anos, quando a avó foi declarada a pessoa mais velha do mundo.

 

 

Livro dos recordes. O editor-chefe do Guinness World Records, Craig Glenday, notou que esse era o primeiro caso de pessoa mais velha do mundo vindo do Brasil a ser confirmado. A publicação já recebeu várias alegações de brasileiros que seriam os mais velhos do mundo, mas a falta de evidências e de documentação impedia que o livro ratificasse a informação dos candidatos.

 

O Guinness afirma que 95% das alegações de pessoas que dizem ter 115 anos ou mais mostram-se falsas ou impossíveis de se documentar. A publicação ressalta que certidões de nascimento expedidas muito posteriormente ao nascimento não são provas aceitas da data.

 

Um gerontologista que presta consultoria ao Guinness, Robert Young, explicou que as pessoas devem ter uma certidão emitida até 20 anos após o nascimento, para esta ser considerada válida. Além disso, é preciso provar que a pessoa viva atualmente é a mesma da certidão original.

 

Com Agência Estado

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