Brasileira desaparecida há dois meses está presa em Roma

Alagoana está detida em prisão da capital italiana e é acusada de fazer parte de quadrilha de traficantes

Ricardo Rodrigues, do Estadão,

21 de novembro de 2007 | 13h31

A família de Gilvanete Bezerra da Silva, alagoana de 40 anos, tomou conhecimento nesta semana que Gil - como é conhecida - foi presa no aeroporto da Itália e estaria em uma prisão, cumprindo pena desde setembro, em Roma. A irmã da brasileira, Gilda Bezerra da Silva Luz, de 45 anos, afirmou que estava havia quatro meses sem informações da irmã caçula. As duas são alagoanas, de Palmeira dos Índios, a 137 quilômetros de Maceió. Gilda conta que ficou sabendo do paradeiro da irmã - que estava sem dar notícias desde agosto - por meio de uma carta que Gil mandou para uma amiga em São Paulo, onde morava havia 15 anos. Na carta, Gil escreve que está presa em Roma, na penitenciária Rabbibia Feminino, na Itália. Diz que teria sido detida com mais cinco brasileiros, uma mulher e quatro homens, quando se preparava para voltar ao Brasil. A notícia, no entanto, só teria sido dada agora pois ela não "queria preocupar a família".  "Reviraram nossas coisas. Fiquei gelada até porque estávamos com o nosso pagamento em mãos. Abriram os envelopes onde estava o dinheiro, tiraram os lacres dos disquetes, reviraram nossas planilhas e chegaram à conclusão de que éramos uma quadrilha internacional de tráfico de drogas, lavagem de dinheiro, identidade falsa, um monte de artigos", detalha Gilvanete em um trecho da carta, que a reportagem do jornal Gazeta de Alagoas teve acesso e publicou em sua edição desta quarta.

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