Brasileira é resgatada de penhasco no Reino Unido

Uma brasileira de 32 anos que viajava pela região de Devon, no oeste da Inglaterra, escorregou pela encosta de um penhasco e teve de se equilibrar sobre rochas durante quase uma hora sob risco de despencar mais de 36 metros em um desfiladeiro. Ela foi içada por um helicóptero e escapou sem nenhum arranhão. Paolla Grecco, que trabalha como secretária em Londres, disse que queria viajar no feriado de Páscoa, mas ninguém quis ir com ela. "Então resolvi ir sozinha." Seguindo recomendações dos funcionários do albergue onde estava hospedada, ela saiu caminhando pelas trilhas que circundam as praias da região. "Eu estou olhando a foto do penhasco onde escorreguei. É ridículo de tão alto", disse Grecco. Escorregão Paolla conta que deu um passo em falso e escorregou, caindo sentada cerca de três metros abaixo da trilha. "Apoiei meus pés em umas pedrinhas, com as mãos me agarrava em rochas na parede do desfiladeiro. Fiquei assim, me equilibrando, com medo de que as pedras escorregassem e eu caísse." "Evitava olhar para baixo e lembrava das minhas aulas de ioga, tentando ficar calma e não me mexer." A brasileira disse que gritou várias vezes, mas tinha escolhido uma trilha deserta e ninguém a ouviu. Conseguiu ligar do celular, que estava pendurado em seu pescoço, mas não soube dar sua localização ao serviço de emergência. Após alguns minutos, a bateria do celular acabou. Cerca de 40 minutos mais tarde, viu um casal caminhando na praia embaixo. "De onde eu via, à distância, eles pareciam bem pequenos. Comecei a gritar e, como havia eco, eles me ouviram e chamaram a Guarda Costeira." Assim que alcançou o topo do desfiladeiro, a equipe de resgate explicou à brasileira que ela teria de ser retirada dali por um helicóptero. "Eles me disseram que, se tentassem me puxar pela trilha, corriam o risco de cair também. Mas ficaram conversando comigo e me acalmando até o helicóptero chegar." Grecco foi içada por um cabo e levada de volta para o topo da trilha. "Quando cheguei lá, comecei a chorar sem parar. Eu pedia desculpas, dizia que estava com vergonha, que não devia ter ido tão longe na trilha sozinha." "Mas os policiais foram maravilhosos. Viram que eu não estava machucada, ficaram horas comigo até eu me acalmar", contou. Segundo ela, "eles disseram que é muito comum as pessoas caírem naquela trilha e que quase todo dia têm de resgatar alguém ali." De volta ao trabalho, no bairro de Ealing, em Londres, ela disse que a grande lição da história é jamais sair sozinha sem alertar alguém do seu paradeiro. "É besteira pensar que porque você tem um celular está tudo bem. É sempre importante que alguém saiba onde você está."

Agencia Estado,

10 Abril 2007 | 13h09

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