Brasileira falsificou papéis para seqüestro, diz Interpol

A brasileira Maria Yvonne, supostamente a única brasileira integrante do grupo que seqüestrou o publicitário Washington Olivetto, pode ter sido a responsável pela falsificação dos passaportes e vistos dos argentinos e chilenos que participam do crime. A avaliação é de investigadores da Polícia Criminal Internacional (Interpol) que trabalham no caso. Isso reforça a tese de que Maurício Hernández Norambuena, até agora o principal líder da quadrilha, entrou no Brasil pelo Rio Grande do Sul ou Paraná. Enquanto a Interpol se dedica mais a esclarecer a procedência dos estrangeiros, a Polícia Federal brasileira tenta encontrar Maria Yvonne, uma gaúcha apontada por testemunhas como sendo a mulher que comprou flores e as enviou para a família de Olivetto, anunciando o seqüestro. As primeiras investigações mostram que ela teria relação com o Movimento Esquerda Revolucionário (MIR) do Chile, o mesmo do qual pertencia Norambuena.ColômbiaNo início da semana, agentes da divisão da Interpol em Brasília seguiam caminhos diferentes daqueles que estão sendo investigados pelo núcleo da Polícia Criminal Internacional, em São Paulo. A intenção é apurar uma possível ligação de alguns integrantes do grupo de seqüestradores com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).Norambuena teria passado um período na Colômbia - uma informação ainda não confirmada pelas autoridades brasileiras - logo após a fuga de um presídio de segurança máxima em Santiago do Chile. Entretanto, o seqüestrador teve uma passagem por alguns países do Caribe, de onde teria viajado para o Brasil.

Agencia Estado,

08 de fevereiro de 2002 | 18h50

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