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Brasileiras fãs de K-pop são enganadas e obrigadas a se prostituir na Coreia

Segundo imprensa sul-coreana, cinco suspeitos atraíram pelas redes sociais sete vítimas com promessa de que elas seriam artistas

Redação, O Estado de S.Paulo

03 de setembro de 2019 | 11h26

GOYANG, COREIA DO SUL - Cinco homens foram presos na Coreia do Sul suspeitos de prostituir sete mulheres brasileiras depois de convencê-las a viajar para o país asiático com a promessa de que poderiam se tornar artistas de K-pop - expressão que designa mundialmente a música pop sul-coreana -, informou o jornal The Korea Times.

Segundo a polícia de Ilsan Dongbu, no domingo, 1º, os cinco coreanos foram detidos acusados de confinamento, tráfico humano e exploração sexual.

De acordo com a reportagem, os suspeitos entraram em contato com as vítimas através das redes sociais em julho. As brasileiras - a maioria delas entre 20 e 30 anos - se interessavam pela cultura pop coreana.

Para convencer as brasileiras a viajar para a Coreia do Sul, os homens prometeram ajudá-las a se tornarem artistas ou modelos no país e lhes forneceram passagens de avião de ida e volta gratuitamente. As vítimas chegaram à Coreia em meados de julho.

Ainda segundo o jornal, depois da chegada das brasileiras ao país asiático, os suspeitos confiscaram os passaportes delas, confinaram as vítimas em alojamentos das cidades de Goyang e Paju, na província de Gyeonggi, e cancelaram os voos de volta ao Brasil.

Em seguida, os homens "venderam" as vítimas a casas de prostituição pelo valor de 2 milhões de wons por mulher, o equivalente a cerca de R$ 6.800.

Os homens passaram, então, a ameaçar as mulheres e disseram que elas teriam que trabalhar para pagar o custo das passagens aéreas. Eles também declararam que as vítimas seriam acusadas de prostituição caso denunciassem o caso à polícia local.

De acordo com The Korea Times, as mulheres aproveitaram um descuido dos homens que as vigiavam e conseguiram entrar em contato com a embaixada brasileira na Coreia do Sul no dia 17 de agosto. Depois de ouvir a embaixada, a polícia local fez uma operação de resgate e as libertou.

As vítimas foram levadas a abrigos de proteção para mulheres imigrantes.

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