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Brasileiro condenado não sabe que vai morrer nas próximas horas

Informação é da prima de Rodrigo Gularte, que visitou o familiar na ilha Nusakambangan; fuzilamento pode ocorrer a qualquer momento

O Estado de S. Paulo

28 de abril de 2015 | 09h04


Os familiares do grupo de condenados à morte na Indonésia têm até as 10 horas (horário de Brasília) desta terça-feira, 28, para se despedirem. Entre os condenados está o brasileiro Rodrigo Gularte, preso após traficar cocaína no país asiático. A prima dele, Angelita Muxfeldt foi até a ilha Nusakambangan, onde conversou com Gularte.  

Em entrevista à TV Globo, Angelita disse que o primo está calmo, mas não sabe o que deve acontecer nas próximas horas. De acordo com informações do Itamaraty, Gularte demonstra sinais de esquizofrenia há anos. No dia 19, um diplomata brasileiro entregou uma carta ao diretor da penitenciária Pssar Putih, na Indonésia, pedindo a transferência dele para um hospital psiquiátrico na cidade de Yogyarta.


As visitas do filhos da filipina Mary Jane, Mark Darren, de 6 anos, e Mark Danielle, de 12, foram as mais comoventes. “Se mamãe não voltar para casa, só pensem que estou no céu”, disse Mary Jane ao se despedir.


O caso. Gularte foi preso em 2004 ao tentar entrar no país asiático com 6 quilos de cocaína escondidos em uma prancha de surfe. A expectativa era de que a execução do brasileiro fosse pelo menos adiada - a exemplo do que aconteceu com o francês Serge Atlaoui, de 51 anos, que terá um último recurso analisado, segundo a imprensa internacional, por força das ameaças da diplomacia francesa. Um indonésio será executado em seu lugar - mas não se descarta fuzilar o europeu à parte futuramente./COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS

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