Brasileiro confessa ter matado taxista argentino

Um brasileiro se entregou ontem à polícia, em Madri, e confessou ter assassinado o taxista argentino Aníbal García, de 45 anos, em 19 de outubro, na capital espanhola. Segundo as autoridades, as características físicas do detido coincidem com o retrato falado das testemunhas. O acusado se entregou na delegacia de Hortaleza, no norte da cidade, após ser cercado por policiais. Um dia depois de García ser degolado, os taxistas de Madri fizeram greve de 12 horas, pedindo mais segurança. As autoridades espanholas decidiram criar um grupo de trabalho para estudar fórmulas de conter a criminalidade, como a instalação de câmeras de vigilância dentro dos veículos. García tinha 45 anos e trabalhava como assalariado de uma frota na capital espanhola havia cinco anos. Casado, tinha duas filhas."Quando o cadáver já estava estendido no asfalto, a filha dele passou por ali com amigos, viu o carro com o qual o pai trabalhava e telefonou para ele. E ali mesmo ela ouviu o telefone tocar", contou um colega de García, que se identificou como Santiago. O argentino foi o nono taxista morto em Madri nos últimos 20 anos. Em 1999, Rafael Martínez Bernabéu foi assassinado a tiros. Em março de 1998, Amador Sárez foi apunhalado em seu táxi, também durante uma tentativa de assalto. Em novembro de 1994, dois taxistas, Federico García e Felipe García Fernández, morreram na mesma noite, com apenas uma hora de diferença. Foram assassinados a tiros pelo mesmo grupo de delinqüentes. No mesmo ano, Tomás Martín morreu apunhalado em Arganda del Rey. Em 2005, José Cebrián foi apunhalado por três homens, mas sobreviveu.

Efe, O Estadao de S.Paulo

27 Outubro 2007 | 00h00

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