Brasileiro é acusado de matar a própria mulher nos EUA

Patrícia Fróes, de 24 anos, foi assassinada a facadas; prima da vítima diz que relacionamento do casal era ‘violento’

Denise Chrispim Marin, correspondente de O Estado de S. Paulo

28 Setembro 2011 | 22h45

WASHINGTON - Imigrantes ilegais nos Estados Unidos, os brasileiros Patrícia Fróes e Marcelo Almeida protagonizaram uma tragédia na pequena cidade de Marshfield, de 25 mil habitantes, no Estado americano de Massachusetts. Almeida, de 41 anos, é suspeito de matar a facadas a mulher, Patrícia, de 24, na manhã de segunda-feira no apartamento em que moravam, em um conjunto habitacional da cidade. O casal embarcara para os EUA em 2007 e deixara em Frei Inocêncio, em Minas, o filho único, de 5 anos.

A morte da brasileira causou enorme consternação em Massachusetts. "É horrível. É horrível por causa da violência e a perda para essa comunidade e essa família", declarou o governador do Estado, o democrata Deval Patrick, ao ser questionado pela imprensa sobre o caso. Se confirmada a autoria do crime, a morte de Patrícia será a 22.ª causada por violência doméstica no Estado neste ano.

Testemunhas relataram à polícia de Massachusetts o relacionamento "volátil" e "violento" do casal. Almeida teria espancado sua mulher em várias ocasiões, segundo Claudia Silveira, prima da vítima e também moradora em Marshfield, que fica a 46 quilômetros de Boston.

Crime. No sábado, Patrícia deixou o apartamento depois de uma discussão com Almeida e se abrigou na casa de um amigo, que vive no mesmo prédio. Na segunda-feira, voltava para buscar suas roupas de trabalho, quando teria sido atacada pelo marido. Patrícia morreu 30 minutos depois dos golpes, em um hospital de Marshfield. Ferido, Almeida foi encontrado pela polícia depois de tentar fugir e internado em um hospital local.

A Promotoria de Plymouth, responsável pela cidade de Marshfield, informou que vai acusar Almeida por homicídio. Massachusetts é um dos 16 Estados americanos onde não é aplicada a pena de morte.

Documentos. Como não conta com registro no Serviço de Imigração e Naturalização, Almeida poderá responder à Justiça americana por imigração ilegal e também por porte de um passaporte supostamente falso. O documento teria sido emitido em Beirute, no Líbano, para uma mulher natural do Kuwait. O Consulado-Geral do Brasil em Boston não atendeu as ligações do Estado.

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