Brasileiro é morto ao não respeitar blitz policial nos EUA

Policiais o perseguiram e dispararam três tiros; Martins não parou porque não tinha carteira habilitação

da Redação, estadao.com.br

28 de julho de 2008 | 16h28

O curitibano André Luiz de Castro Martins, de 25 anos, foi morto na madrugada de domingo pela polícia norte-americana do distrito de West Yarmouth, em Massachusetts, nos Estados Unidos. Ele não parou em uma blitz porque não tinha carteira de habilitação. Os policiais o perseguiram, fecharam a rua e dispararam três tiros. Martins estava nos Estados Unidos desde 2001, quando entrou com visto de turista. Atualmente, vivia de forma ilegal no país, apesar de ter dois filhos, de 2 e 6 anos, de nacionalidade americana. Eles são filhos da brasileira Camila Campos, que está nos Estados Unidos há cerca de 20 anos, com quem André pretendia se casar no fim do ano. Os dois tinham saído de um restaurante quando a polícia tentou pará-los na blitz. No entanto, ao invés de parar, André teria acelerado o carro. Segundo as informações passadas à família, houve uma perseguição rápida, quando o carro dirigido por André bateu contra o da polícia, que atirou em seguida.  A família do paranaense André Luiz de Castro Martins, de 25 anos, está revoltada com a atuação da polícia de Massachusetts. "Eles teriam outros mecanismos para parar ou punir", disse o pai de Martins, policial militar da reserva Luiz Carlos de Castro Martins, que mora em Cianorte, no noroeste do Paraná.  O pai acredita que o filho, que tinha uma firma de pinturas, tentou fugir por estar sem carteira de habilitação. "Mas eles (policiais) tinham todos os mecanismos para atirar nos pneus do veículo", disse. "Lá, a placa do veículo é da própria pessoa, poderiam ter ido atrás dele e feito a prisão com ordem do juiz, pois a Justiça é muito rápida", reforçou. "Acho que infelizmente agiram muito errados, metralharam meu filho." Segundo ele, a futura nora deve entrar em contato com advogados para analisar a possibilidade de ação judicial. A moça saiu ilesa. O pai disse que recebeu telefonema de um policial que lhe disse ter o tiro atingido o peito de André. A morte foi confirmada ao dar entrada no Hospital Cape Cod, em Hyannis. "Ainda não tenho todas as informações, mas gosto da verdade e quero saber o que aconteceu", disse Luiz Carlos. Nesta segunda-feira, 28, os familiares ainda não tinham decidido onde seria o sepultamento.  "A mãe, os amigos, nós queremos que seja aqui, mas a mulher dele quer que seja lá, onde moram os filhos, por isso não está nada resolvido", acentuou. A última vez que ele viu o filho foi em 2002, quando esteve nos Estados Unidos. Depois disso as conversas eram apenas por telefone. A assessoria do Ministério das Relações Exteriores informou que o consulado está acompanhando o caso e prestando a assistência necessária à família. (Com Evandro Fadel, de O Estado de S. Paulo) Atualizada às 16h45 para acréscimo de informações

Tudo o que sabemos sobre:
EUApolícia

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.