Arquivo pessoal
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Brasileiro é morto após briga em Portugal; suspeito foi detido

Jefferson Pinto, de 33 anos, morava em Lisboa com a mulher e o filho; agressão ocorreu em área turística de bares

Luciana Alvarez, especial para o Estadão

28 de julho de 2022 | 11h41
Atualizado 29 de julho de 2022 | 12h47

LISBOA – Uma briga de rua em Lisboa, na madrugada de domingo, terminou com a morte do brasileiro Jefferson Pinto, de 33 anos. O brasileiro vivia em Lisboa com a esposa e o filho. A polícia deteve em flagrante um suspeito por agressão, que segue em liberdade condicional durante a investigação do caso.

O nome e a nacionalidade do suspeito ficam em sigilo, seguindo as leis portuguesas; a polícia informou apenas que se trata de um estrangeiro, que está sendo acusado de “ofensa à integridade física agravada pelo resultado”. Até que o caso seja julgado, o suspeito tem a obrigação de se apresentar diariamente à Justiça.

A família do brasileiro morto está promovendo uma arrecadação online de dinheiro para poder custear o translado do corpo até o Brasil, para que ele seja enterrado no Rio de Janeiro, sua cidade natal. O corpo foi liberado do instituto médico nesta quarta e deve viajar no sábado. A mulher planejar voltar definitivamente para o Brasil com o filho, de 18 meses. 

Jefferson Pinto foi agredido na rua Pimenta, no bairro Parque das Nações, numa área turística, com vários bares e restaurantes. Chegou a ser levado por uma ambulância para o Hospital São José, mas acabou morrendo.

Segundo comerciantes e donos de estabelecimentos na região do crime, brigas nas madrugadas são frequentes na região. 

Na versão da família da vítima, houve um desentendimento entre o brasileiro e o agressor dentro de uma cervejaria. Os dois teriam sido retirados do estabelecimento pelos seguranças, mas a briga continuou do lado de fora. “Um amigo estava com o Jefferson, mas foi impedido de ajudar pelos seguranças do bar”, disse Tatiana Ourique, advogada que está representando a família.  

A advogada reclamou da dificuldade de acesso a informações sobre a investigação. “Estamos em contato direto com a inspetora responsável pelo caso, mas não sabemos informações sobre quem é o agressor, se há câmeras no local, quais são os prazos. Só nos dizem que temos que aguardar o final das investigações”, afirmou.

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